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03 agosto 2013

>Presídios do Regime Militar, um modelo a ser seguido

No Brasil tem se falado muito de mudanças nas leis para diminuir a maioridade penal. Pois a maioria dos crimes sempre tem um menor envolvido ou simplesmente  assume a autoria sabendo das benesses da lei pra não dizer impunidade. Por ser inimputável não responde criminalmente por seus crimes, que na verdade nem crime é, mas sim atos infracionais. O sistema penitenciário brasileiro atual também é muito criticado, principalmente, pelos defensores dos Direitos Humanos, dizendo que os presídios são verdadeiros depósitos de presos onde nada se aprende a não ser a especialização nos vários tipos de crimes. Dizem até que os presídios e penitenciarias são verdadeiras universidades do crime.

Pensando assim tem uma corrente que pede penas mais duras e a mudanças imediatas e uma profunda reforma no Código Penal Brasileiro. Se assim é conhecida, diante disso tem sido disseminada na rede mundial de computadores uma tese dos defensores de do sistema prisional que diz o seguinte: “Falem o que quiserem, mas os presídios da época da ditadura militar eram muito bons. Existem comprovações irrefutáveis de que recuperavam presos e deveriam servir de exemplo para o mundo. Nenhum país e nenhum modelo prisional conseguiu reabilitação igual”. Dizem eles.
Orgulho brasileiro! 


Entraram: guerrilheiros, torturadores, fraudadores, ladrões, assassinos e sequestradores.

Saíram: Governadores, ministros, prefeitos, deputados, senadores, vereadores e, mais, dois Presidentes da República.  Quer mais o que?                                      

15 julho 2013

>Campinas e seus 239 anos

Vista parcial de Campinas, SP - Brasil
Campinas completou na data de ontem 239 anos. Fundada em 14 de julho de 1774, por Barreto Leme, hoje figura como uma grande metrópole do estado de São Paulo, aqui está localizado um dos polos de alta tecnologia, tem ainda a UNICAMP, (Universidade Estadual de Campinas) reconhecida mundialmente.  

Nos últimos dois anos a cidade passou por uma grave crise política com a cassação dos mandatos de dois prefeitos, Helio de Oliveira Santa e Demétrio Vilagra que era seu vice e,  ao assumir o cargo também foi cassado.

Para comemorar foi promovido um grande show na Praça Arautos da Paz com a apresentação da Orquestra Sinfônica Municipal, que acompanhou a dupla sertaneja que mora na cidade Chitãozinho & Xororó e teve, ainda, a participação especial do maestro João Carlos Martins. 

28 junho 2013

>Os estádios brasileiros e o Império Romano

Imagem da Net
No tempo do Império Romano, o rei Vespasiano, resolveu construir uma obra monumental, assim surgiu o Coliseu de Roma era, segundo a história, um imperador eficiente que melhorou as finanças do império. Arrecadou fundos suficientes para construção daquela obra faraônica, era uma maneira de satisfazer as construtoras daquela época. Vespasiano não terminou a obra, morreu antes, a incumbência de terminar a mesma ficou a cargo do seu filho Tito.

Aqui estamos a espera da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, onde o governo está desembolsando bilhões de reais na construção de vários estádios de futebol depois da copa, no mínimo, vão ficar abandonados, espero estar errado, enquanto a saúde, a educação e a segurança ficam relegadas pedindo socorro, enquanto a população sofre com a falta de médicos, a educação com falta de professores, e os que tem trabalha sem nenhuma motivação.
 
Todo esse montante de dinheiro se fosse investido nas áreas mais necessitadas, grande parte dos problemas seriam resolvidos. Imagina se todos os bilhões investidos fossem aplicados na construção de hospitais, escolas, estradas, e claro nos profissionais dessas áreas. Acredito que os gastos com esse evento será muito maior que o retorno financeiro.  As obras dos estádios, a maioria delas, triplicaram o valor inicial.


Qualquer semelhança com a historia do Coliseu de Roma é mera coincidência. Só estamos em séculos diferentes e o esporte também é outro. Naquela época, enquanto o povo assistia aos espetáculos sangrentos entre os gladiadores esquecia a falta de alimentos. (Deem pão e circo ao povo e ele esquece). Nos estádios brasileiros quem vai rolar é a bola e, atrás dela teremos 22 homens muito bem pagos correndo, diferentemente daqueles que lutavam até a morte para uma plateia faminta. Aqui, enquanto assistem as partidas os contribuintes estarão enchendo cada vez mais os bolsos dos corruptos. 

(a) J Araújo

18 novembro 2012

>120 anos "sem" escravidão no Brasil

web
                                          (Este post, na verdade, foi publicado em maio de 2008, mas por ser um tema recorrente nos meios de comunicação estou republicando o mesmo).

Já se passaram mais de um Século da libertação dos escravos no Brasil. Quando, em 13 de maio de 1888, a Princesa Izabel assinava a Lei Áurea, que abolia a escravatura. Passado todo esse tempo os negros continuam discriminados muitas vezes veladamente, por mais que se diga o contrario.

A discriminação do negro ocorre de todas as formas; muitas vezes devido a cor da pele são vistos, no mínimo como suspeitos, mesmo sendo inocentes. Geralmente os negros são os primeiros a serem parados nas blitz da polícia. No país não adianta promulgar leis que torna crime a discriminação racial. Lei de cotas para as universidades pagas pelo governo. O negro quer ser respeitado, ter os mesmos direitos dos brancos e as mesmas oportunidades. Muitos, aproveitando dessa abertura estão se declarando que tem sangue negro correndo nas veias para tirar proveito da situação.

O que precisamos mesmo é da conscientização de todos os cidadãos negros e brancos vivendo em harmonia para que a justiça dos homens seja igual para todos, pois diante de Deus não haverá etnia, mas sim um espírito que dobrará seus joelhos diante do Pai. A escravidão oficial acabou, mas estamos sempre acompanhando através do noticiário a libertação de centenas de trabalhadores que ainda é mantido em regime de trabalho escravo em varias partes do Brasil.

A libertação de mais de mil cortadores de cana-de-açúcar em situação similar à escravidão no Pará, em julho de 2007, "mostra o lado sombrio da situação atual com a exploração de mão de obra escrava em pleno Século XXI”. O boom do etanol, que antes era chamado de álcool nos postos de combustíveis  é a causa“, segundo afirma reportagem publicada pelo diário britânico The Independent.

O pior de tudo isso, é que os responsáveis na maioria das vezes alega a ignorância das leis vigentes no país. Graças às incursões do Ministério do Trabalho, em conjunto com a Policia Federal, vários trabalhadores já foram libertados não somente no corte da cana, mas também em derrubadas de matas em plena selva amazônica. “Como se vê, temos ainda os” “coronéis em plena atividade...”.

19 outubro 2012

>História que vivi


Posso discordar de muitas coisas que são imputadas sobre os acontecimentos da época da ditadura no país.  Claro que existe, por parte de muitas pessoas, muita indignação referente ao período. Com certeza foi um período difícil da historia do país, mas também devemos reconhecer que naquele tempo serviu para mostrar os verdadeiros patriotas que deram realmente a vida por uma causa.  Muitos reclamam daquele período, mas para grande parte foi um investimento, muitos receberam verdadeiras fortunas alegando ter sofrido torturas.


Houve exagero, claro que houve. Os dois lados saíram perdendo, as forças de segurança perderam a moral enquanto a sociedade civil era vitima de uma minoria covarde que usava a força bruta para tentar conter uma maioria, que despreparada, tinha apenas a boa vontade de ir a luta para exigir mudanças políticas.

Os brasileiros reclamavam da liberdade daquela época, mas se esquece de que hoje não tem liberdade de sair nas ruas por medo dos bandidos. E olha que os bandidos estão por toda parte, pois, bandidos pra mim não é somente aqueles que pegam em arma para roubar. Nos dias atuais, principalmente, os bandidos de colarinho branco que estão enfurnados em seus gabinetes com ar-condicionado que através da caneta prejudicam milhões de brasileiros.

Outros reclamam que naquela época éramos obrigados a cantar o Hino Nacional, cantei muito nas escolas, ah, também fazia uma oração antes do começo das aulas eu particularmente não achava isso a pior coisa do mundo, e com certeza, o ensino era bem melhor do que é hoje.

Até penso que saber cantar o hino de seu país demonstra certo patriotismo e respeito. O brasileiro infelizmente valoriza demais as coisas dos outros. Quando pode viajar, a primeira coisa que lhe vem à mente é conhecer a Europa, Caribe entre outros destinos. Muitas vezes mal sabe a língua pátria já pensa em aprender a língua inglesa.  Não tenho vergonha, e me orgulho em dizer, sou patriota a ponto de, quanto participo de alguma cerimônia em que o Hino Nacional é tocado me emociono sim. Você pode até achar que sou brasileiro ao quadrado não me importo.

Acabamos de sair das urnas, onde elegemos prefeitos e vereadores para administrar as nossas cidades. Muitos deles foram barrados por causa da lei da Ficha Limpa, que o próprio povo brasileiro exigiu que fosse implantada no país. É uma conquista, mas não é tudo, precisamos avançar ainda mais em nossas conquistas. Precisamos exigir que nossos candidatos não façam tanta sujeira nas ruas e avenidas, colocando em risco a segurança das pessoas que por elas transitam, como se vê, a lei precisa ser melhorada.

Hoje vemos um povo que aceita tudo de braços cruzados todas as falcatruas que ocorre em nossa cara e pensa que está tudo bem, muitos dos mesmos políticos que saiu de arma em punho na época dos anos de chumbo, como também ficou conhecido, hoje são réus no processo do mensalão, acredito que esses pensam que são os donos do País. E olha que não são poucos que hoje ocupam altos escalões do poder. Sou da geração de 50, que viveu o auge da ditadura sem se importar com ela.
(a) J Araújo

23 junho 2012

>Fatos sobre o ano em que nasci

Imagem web
As musicas mais tocadas naquele ano foram:
João Valentão - Dorival Caymmi
Cachaça Não é Água - Carmem Costa & Colé
De cigarro em Cigarro - Nora Ney
Eu sou a Outra - Carmem Costa
Barracão - Heleninha Costa
Too yong - Nat King Cole
Aquela mascarada - Orlando Silva
Como se vê, estou ficando cada dia mais velho de corpo, porém mantenho um espirito e uma alma sempre jovem.
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Tivemos a felicidade de: naquele ano de 1953, o medico e pesquisador norte-americano Jonas Salk, anunciar num programa popular radiofônico que havia testado com sucesso uma vacina contra a poliomielite. O vírus que causa a paralisante enfermidade da polio, geralmente conhecida como paralisia infantil por afetar principalmente crianças.
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A guerra da Coreia acabou em 27 de julho de 1953. O conflito mais violento da historia deixou muitas marcas. O acordo assinado, em Panmunjon, em julho. A herança da guerra é a divisão da Coreia e, na época, cerca de 3,5 milhões de mortos. As tropas das Nações Unidas foram afastadas com ajuda da República da China.
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O presidente norte-americano Harry Truman anuncia que os Estados Unidos haviam desenvolvido a bomba de hidrogênio. Até o momento, a arma mais destrutiva que o homem pôde construir. Tem o potencial destrutivo milhares de vezes maior do que a bomba atômica que nós conhecemos. Como se vê uma noticia nada agradável, enquanto um anuncia a descoberto de um medicamento para prevenir doenças o outro anuncia a descoberta de uma arma de destruição de massa.
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Em 3 de outubro, o Presidente Getúlio Vargas sancionou a lei 2.004 que criava a Petrobrás (Petróleo Brasileiro S.A)
No mesmo ano, foi criado também  o Ministério da Saúde. No Brasil, corresponde ao setor governamental responsável pela administração e manutenção da Saúde Pública no País.
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Alo, Doçura! Foi uma serie de televisão brasileira exibida de 1953 a 1964, pela extinta TV Tupi, tendo sido criada e dirigida por um dos grandes autores da teledramaturgia brasileira, Cassiano Gabus Mendes.
*
Mas o acontecimento nais importante, pra mim, naquele ano não poderia deixar de ser relatado aqui. Rosa Maria de Jesus deu a luz a um dos muitos filhos, naquela época sem nenhum recurso da medicina atual. Mesmo diante de tantas dificuldades. Ficou doente, e sobreviveu por milagre mesmo. Hoje, pode bater no peito e dizer: venci e aqui estou para contar um pouco da história do ano em que nasci. Por tudo isso, posso dizer, devo dizer: Obrigado Senhor pela vida.

30 setembro 2011

>O Brasil não dá certo porque dá certo demais para as suas elites

Darcy Ribeiro
Esse título vem das Minas Gerais, coisa de Darcy Ribeiro. Isso nos leva a crer que, ou o Brasil muda o seu projeto original, ou permanecerá como eterno país do futuro. O Brasil não foi colonizado por quem veio para cá em 1500 com o objetivo de permanecer e construir uma nação, como se deu com os ingleses em relação aos Estados Unidos no final do século XVI.

Fomos, na verdade, ocupados por predadores interessados tão só em riquezas naturais que serviram, dentre outras coisas, para que marquês de Pombal construísse Lisboa. Somos todos filhos da violência, de um "projeto brasil" idealizado por uma elite que o assentou na exploração da mão-de-obra indigente, na devastação de recursos naturais e na relação patrimonialista com o Estado.

Pe José de Anchieta
Para cá varreram grande parte da escória portuguesa, lixo de seus patíbulos e de suas masmorras. Para cá enviaram aventureiros da pior espécie, além de um modelo de governo clientelista baseado no amadorismo e ostentação. E acompanhando essa turba, veio a Companhia de Jesus (Católicos Jesuítas), que servia para acalmar os pobres com a premissa de que os mansos herdariam os céus.

Marquês de Pombal
Pronto... Taí o DNA de um Brasil tido e havido como de gente feliz. E o pior é que, nesse aspecto, nada mudou nesses últimos 500 anos. Somos ainda o país de uma elite especialista em promover mudanças que, na prática, jamais alteram alguma coisa. O resultado disso é que fomos nos acostumando à miséria, tanto física quanto ética e moral, e nos sedimentando como a nação do "jeitinho", cuja moeda mais valorizada é a esperteza.

Nosso problema é genético. Não se resume, por exemplo, ao fato de termos um sistema político viciado e não mais que cinco ou seis homens públicos decentes. O buraco é mais embaixo. A questão é que cada um de nós, enquanto instrumento de mudança, estamos comprometidos, deixamos a desejar.

João Ubaldo Ribeiro
Como diz João Ubaldo Ribeiro, "é preciso matéria-prima de qualidade para se construir um país de excelência". E cadê esse material humano? Se houvesse peças de reposição à altura, seria muito fácil recolocar nos trilhos a locomotiva Brasil, emperrada há séculos em suas próprias teias de forma constrangedora. Mas aonde estão elas?


Multid
Somos quase duzentos milhões de seres, a grande maioria preocupada apenas com o próprio umbigo. E daí se estaciono em vaga reservada a deficientes? E daí se nessa rua só posso andar a 50 por hora? E daí se a lei não permite dirigir alcoolizado? E daí se atropelo alguém durante os meus rachas? E daí se furo fila?

Lixo na rua
E daí se jogo lixo na rua? E daí se vendo produto adulterado, vencido ou se roubo no peso? E daí se exploro os meus empregados? E daí se sou funcionário fantasma? E daí se desvio dinheiro público destinado a hospitais, merenda, remédios, educação ou segurança? E daí? E daí??!! Isso é Brasil, desde sempre. Se algo atende aos meus interesses, o resto que se exploda. Assim, como transformar a pequena ilha que somos cada um de nós em uma nação comprometida com o sucesso coletivo?


Brasil
Desse modo, ou rompemos com o primitivo "projeto Brasil" e começamos a trabalhar por uma sociedade igualitária com maior distribuição de renda e melhor qualidade de vida para todos, ou seguimos acelerando sem soltar o freio de mão. Se o povo brasileiro não estivesse tão satisfeito com o pouco de circo e o naco de pão com o que é falsamente entretido e vergonhosamente alimentado, talvez Darcy Ribeiro não fosse mais tão atual ao dizer o que disse lá em cima, isto é, que o "Brasil não dá certo porque dá certo demais para as suas elites".

Enquanto, porém, permitirmos que elas se deleitem, não há como desmenti-lo. Está em nossas mãos o poder de mudar o rumo do nosso País, sendo cada um de nós, o protagonista de uma mudança, para que o Brasil seja honrado, por ter pessoas que honra suas leis e seu nome, seja um deles!
Jair Correa Barbosa

27 agosto 2010

>Moedas brasileiras

O primeiro dinheiro do Brasil foi a moeda-mercadoria. Durante muito tempo, o comércio da terra foi feito por meio da troca de mercadorias, mesmo após a introdução da moeda de metal. 20.000 Réis Abaixo moeda de ouro cunhada em 1896, com armas e legendas adequadas ao regime republicano. A cunhagem de peças de ouro foi feita apenas até 1922, pois os valores maiores passaram a ser cédulas.

As primeiras moedas metálicas - de ouro, prata e cobre – chegaram com o início da colonização portuguesa. A unidade monetária de Portugal, o REAL, foi usada no Brasil durante todo o período colonial. Assim, tudo se contava em réis – plural popular de real – com moedas fabricadas em Portugal e no Brasil.

As casas fabricantes de moedas foram aqui criadas à medida que os lugares iam desenvolvendo-se e necessitavam de dinheiro.


A primeira foi a Casa da Moeda da Bahia, seguida pelas do Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais.

O Governo Provisório republicano também permitiu que alguns bancos emitissem cédulas. As emissões multiplicaram-se muito e retornou-se à idéia de um único emissor que, de 1892 a 1896, foi o Banco da República do Brasil.
Nota de 30.000 Réis











abaixo moeda de 200 Réis
As moedas de troco de cuproníquel, produzidas entre 1889 e 1900, traziam o valor de um lado, e o escudo das Armas da República do outro.O meio circulante nacional vem sendo marcado por profundas mudanças no período republicano, como a popularização do uso do papel-moeda. O Governo Federal se tornou, durante este período, o único responsável pela emissão de nosso dinheiro. E, em 1942, uma nova unidade monetária veio substituir o Réis - o Cruzeiro.Especialistas brasileiros em programação visual desenvolveram trabalhos, que tiveram como resultado o uso de aspectos históricos e culturais nacionais como tema de cédulas e moedas. Hoje, nosso dinheiro é, também, inteiramente fabricado no Brasil.






Obs: A nota de R$ 1,00, não é mais fabricada.
Pode gostar também de: Nosso dinheiro

Fonte: Banco Central

18 fevereiro 2010

>Um pouco de Campinas-SP

Visão panorâmica da cidade de Campinas, SP - Podemos ver ao centro o Parque Portugal, popularmente conhecido como Lagoa do Taquaral, uma das áreas de lazer mais visitada do município.
Campinas, SP. Vista parcial.
A área em que hoje se acha instalada a cidade de Campinas, conta com pouco mais de 260 anos de história colonial/imperial/republicana e com milhares de anos de história indígena. Nos marcos de sua formação colonial, a cidade de Campinas surgiu na primeira metade do século XVIII como um bairro rural da Vila de Jundiaí.
 
Localizado nas margens de uma trilha aberta por paulistas do Planalto de Piratininga entre 1721 e 1730 (trilha que seguia em direção às recém descobertas minas dos Goiases), o povoamento do "Bairro Rural do Mato Grosso" teve início com a instalação de um pouso de tropeiros nas proximidades da "Estrada dos Goiases".
O pouso das "Campinas do Mato Grosso" (erguido em meio a pequenos descampados ou "campinhos", em uma região de mata fechada) impulsionou o desenvolvimento de várias atividades de abastecimento e promoveu uma maior concentração populacional, reunindo-se neste bairro rural em 1767, 185 pessoas.No mesmo percurso, a cidade passou a concentrar uma população mais significativa, constituída de migrantes e imigrantes procedentes das mais diversas regiões do estado, do País e do mundo, e que chegavam à Campinas atraídos pela instalação de um novo parque produtivo (composto de fábricas, agro-indústrias e estabelecimentos diversos).
 
Resumo histórico
Na atualidade, Campinas ocupa uma área de 801 km² e conta com uma população aproximada em 1 milhão e cem mil de habitantes, distribuída por quatro distritos (Joaquim Egídio, Sousas, Barão Geraldo, e Nova Aparecida) e centenas de bairros. O transito hoje está cada vez mais complicado, havendo necessidades de melhorias significativas em transporte coletivo de massa.

Entre as décadas de 1930 e 1940, portanto, a cidade de Campinas passou a vivenciar um novo momento histórico, marcado pela migração e pela multiplicação de bairros nas proximidades das fábricas, dos estabelecimentos e das grandes rodovias em implantação - Via Anhanguera, (1948), Rodovia Bandeirantes (1979) e Rodovia Santos Dumont, (década de 1980).


Tal vigor econômico e social, trazido em especial pela ampliação de sua população trabalhadora, tem permitido à Campinas constituir-se como um dos pólos da região metropolitana de São Paulo, formada por 19 cidades e uma população estimada em 2,33 milhões de habitantes (6,31% da população do Estado).

Palácio dos Jequitibás é o nome do edifício no qual se localiza a prefeitura de Campinas, abrigando o gabinete do prefeito (em seu 4º andar), algumas repartições de secretarias municipais e até 2005 abrigou no seu térreo e primeiro piso da ala esquerda o plenário e os gabinetes da Câmara Municipal de Campinas cujo processo de transferência para imóvel próprio no bairro Ponte Preta foi concluído em 2006. É também conhecido por Paço Municipal.

18 outubro 2008

> Apparício Torelly (Barão de Itararé)


"Al Barón de Itararé un grande entre
los grandes, con respeto le saluda
de pie el poeta de los Andes:
Neruda.(Pablo Neruda, 1945)
Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, o Barão de Itararé, nasceu na cidade de Rio Grande, no interior do Estado do Rio Grande do Sul, um local próximo à fronteira com o Uruguai, no dia 29 de janeiro de 1895.Em 1906 matricula-se, como interno, no Colégio Nossa Senhora da Conceição, em São Leopoldo-RS, onde faz o seu primeiro jornal manuscrito, intitulado "Capim Seco", com tiragem de um exemplar, em 1909.Deixa o colégio após cursar o 5º. ano ginasial, em 1911. Anos depois, por pressão familiar, matricula-se na Faculdade de Medicina de Porto Alegre-RS."Pontas de Cigarros", "versos diversos" e "poemas bem humorados", o primeiro e único livro com seu nome verdadeiro, é publicado em 1916.Em 1918, durante suas férias, sofre um derrame quando andava a cavalo na fazenda de um tio.
Face ao problema surgido, abandona a Faculdade no 4º. ano e inicia viagens pelo interior do estado, fazendo conferências sobre diversos assuntos. Publica sonetos e artigos em jornais e revistas, como: "Kodak", "A Máscara" e "Maneca". A partir de então, dedica-se exclusivamente ao jornalismo. Nessa mesma época funda "A Noite e a Reação", "A Tradição" e " O Chico", seu primeiro jornal de humor. Casa-se com Alzira Alves, com quem tem três filhos: Ady, Ary e Arly.Já separado, em 1925, muda-se para o Rio de Janeiro. Começa a trabalhar no jornal "O Globo" como articulista, tendo como padrinho Irineu Marinho, Diretor-proprietário daquele matutino. Com sua morte, naquele mesmo ano, Aparício Torelly desliga-se do jornal e, a convite de Mário Rodrigues (pai de Nelson Rodrigues), ex-secretário do Correio da Manhã, começa a escrever uma coluna na primeira página da que, no futuro, seria "A Manhã". Com ele vai Andres Guevara, ilustrador, que conhecera há pouco.

No dia 2 de janeiro de 1926 estréia n'"A Manhã" com a coluna intitulada "A manhã tem mais...", assinada sob o pseudônimo de Apporelly. Diante da boa receptividade que obteve, o humorista é levado a criar outra coluna, também na primeira página.Aproveitando-se da data, em 13 de maio de 1926 abandona o emprego e funda seu próprio jornal, "A Manha", um tablóide de circulação nacional. O jornal é um sucesso completo, superando as fórmulas já velhas conhecidas dos leitores, como "O Malho", "Fon-Fon" e "Careta". Historia contada sobre o autor: Corria o ano de 1928. Em Porto Alegre, uma conferência sobre pesquisa para descobrir a causa da aftosa (doença que ataca o gado) mobilizava um público atento. Getúlio Vargas, então deputado no Distrito Federal (Rio de Janeiro), estava presente.

O conferencista, dono de argumentação técnica consistente, impressionava. No encerramento, disse:— É imperioso que desenvolvamos esse tipo de pesquisa, para benefício do Brasil, pois que uma vacina eficaz contra a aftosa tem grande significado econômico.Criado o clima de gran finale, aumentou a voltagem atmosférica, ao desafiar, subitamente:— Afinal de contas, quem é que somos nós? Repito: quem é que somos nós? Ato contínuo, frente a uma platéia literalmente hipnotizada, o conferencista começou a dançar e a cantar o conhecido hino: "Nós somos da pátria amada, fiéis soldados...". E dançando e cantando saiu da sala.Em 1929 "A Manha" circula como encarte semanal do jornal "O Diário da Noite", por quatro meses.

O jornal, do conhecido Assis Chateaubriand, na primeira semana dobra a tiragem, vendendo 15.000 exemplares, até atingir a marca de 125.000 exemplares na data da publicação do programa da Aliança Liberal. Sempre irreverente, em 1930, com a revolução, o autor proclama-se Duque de Itararé, herói da batalha que não houve. Semanas depois, rebaixa-se a Barão como prova de modéstia. No dia 02 de setembro de 1932 é preso pela 4º. delegacia auxiliar (responsável pela ordem política e social), após "delirante atividade revolucionária" mantida nas páginas d' "A Manha" e constantes estocadas contra o governo instalado pela revolução.

O ano de 1934 marca a abertura do "Jornal do Povo", em outubro, em companhia de Aníbal Machado, Pedro Mota Lima e Osvaldo Costa. Nos dez dias em durou, o jornal publica em fascículos a história de João Cândido, um dos marinheiros da revolta de 1910. O Barão é seqüestrado e espancado por oficiais da marinha nunca identificados. Depois do atentado retorna à redação e afixa uma placa na porta: "Entre sem bater".Preso, novamente, em 09 de dezembro de 1935, por ser militante e um dos fundadores da Aliança Nacional Libertadora, permanece "em cana" durante todo o ano de 1936, primeiro a bordo do navio presídio D. Pedro I, depois na Casa de Detenção do Rio de Janeiro; juntamente com Hermes Lima, Eneida de Morais, Nise da Silveira e Graciliano Ramos. Dona Zoraide, sua segunda mulher, falece nesse ano.

Este último, em "Memórias do Cárcere", referiu-se por diversas vezes ao Barão, tendo dito: "... Ao fundo, Apporelly arrumava cartas sobre uma pequena mesa redonda, entranhado numa infinita paciência. Avizinhei-me dele, pedi notícias do livro que me anunciara antes: a biografia do Barão de Itararé. Como ia esse ilustre fidalgo? A narrativa ainda não começara, as glórias do senhor barão conservavam-se espalhadas no jornal. Ficariam assim, com certeza: o panegirista não se decidia a pôr em ordem os feitos do notável personagem."Mas suas citações sobre o Barão em seu famoso livro desagradaram a amigos do enfocado, como se pode perceber nas declaração de Carminda de Azevedo Mendes Steed, amiga de Apparício: "...E quem leu "Memórias do Cárcere" e quem conheceu o Apporelly, fica com uma bruta duma raiva do seu Autor, o insigne, amargo, festejado, realista, seco como o sertão -- ah, um cactos o cáustico Graciliano, quando relata o dia a dia de seus companheiros presos e onde focaliza um Apporelly piadista, loquaz e festeiro, durante o dia sempre tentando levantar o moral de todo o mundo e um pobre desvalido, acometido de tremuras e suadeiras à noite como que atrapalhando, incomodando o repouso de seus companheiros.

Um covarde travestido de bufo? Não seria isso mesmo que a gente lê nas entrelinhas?".E concluía: "...Sabia lá Graciliano se essas noites nos dormitórios extensos de altas paredes e silêncios seculares onde o interno de São Leopoldo, nas mãos daqueles Mestres (que Ele, convenhamos, amava) alemães e jesuítas, como se não bastasse serem só alemães ou só jesuítas, aquele menino carente e vulnerável, órfão de mãe e premiado por um pai truculento e lacônico, ou seriam essas noites no Pedro I não o reflexo de sua infância já tão antiga, mas, a realidade do aqui e agora da infância e adolescência de seus filhos -- sem mãe também e jogados às traças por um amigo desleal a quem Apporelly os confiou." Solto em 21 de dezembro de 1936, com outros 100 presos, reabre "A Manha", que só consegue funcionar por um ano, sob severa censura do DIP. Casa-se, pela terceira vez, com D. Juracy, que lhe dá mais um filho, Amy Torelly.Janeiro de 1938 marca sua volta ao "Diário de Notícias", do Rio de Janeiro, e da coluna "A manhã tem mais...", onde colabora por quase seis anos.

No dia 27 de janeiro de 1939 é preso novamente por três dias. O fato se repetirá diversas vezes até o fim do Estado Novo. D. Juracy, sua esposa, falece em 1940, ao dar à luz àquele que seria seu segundo filho com ela. A criança também falece. Apporelly retira-se para uma chácara em Bangu, no Rio, cedida pelo industrial Guilherme da Silveira Filho, e ali instala um laboratório onde desenvolve pesquisas sobre a vacina contra a febre aftosa, baseado em teorias de Pasteur.Sua filha Ady morre em 1943, vítima de complicações pós-operatórias provocadas pela extração do apêndice.Homenageado com um jantar na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), por amigos e jornalistas, em 1944, pelos seus 25 anos de jornalismo, no ano seguinte o Barão encabeça, no ano seguinte, um abaixo-assinado por liberdades democráticas.

Ressurge "A Manha" com enorme sucesso, superando o que havia feito nas décadas de 20 e 30, contando com a colaboração de renomados escritores, tais como: José Lins do Rego, Sérgio Milliet, Rubem Braga, Raimundo Magalhães Jr. e Álvaro Lins. Arnon de Melo assume a área comercial do jornal e incentiva o aparecimento da figura do Barão como garoto-propaganda. Participa ativamente da campanha de Yedo Fiuza, candidato oficial do Partido Comunista Brasileiro (PCB) à presidência da República.Candidata-se à Câmara do Distrito Federal pelo PCB e, provando sua popularidade, é o oitavo mais votado de sua bancada, a qual obtém maioria na Câmara de Vereadores. O slogan da campanha foi: "Mais leite, mais água, mas menos água no leite — Vote no Barão de Itararé, Apparício Torelly."

A convite de Luiz Carlos Prestes, passa a colaborar com a "Folha do Povo". Faziam parte da equipe Carlos Drummond de Andrade, Di Cavalcanti, Jorge Amado e o jovem Sérgio Porto (posteriormente conhecido como Stanislaw Ponte Preta). No final do ano o registro do PCB é cassado e seus representantes eleitos perdem seus mandatos. Fortuna, um dos melhores humoristas que este país já teve, disse: "...Se, primeiro por inexistência e depois por criancice, não o alcancei nos anos 30, nem por isso ele deixou de me alcançar através d' "A Manha" de 46, "o único quintaferino que sai às sextas". Ele podia achar o máximo essa autogozação, mas em São Luís do Maranhão eu tinha que reciclá-la para "o único quintaferino que chega dois meses depois". Parece que devido a gastos de guerra estava em vigor o racionamento de troco. "A Manha" custava um passe de bonde. Eu ia para o colégio a pé, rindo. Sou-lhe grato por ter amenizado as ladeiras que por sua causa tive que subir."Em virtude de problemas financeiros, "A Manha" deixa de circular, em 1948.

O Barão associa-se a Guevara e lança o primeiro "Almanhaque" ou "Almanaque d'"A Manha" em São Paulo (1949). Com o sucesso do lançamento, anima-se o Barão e, em 1950 "A Manha" volta a circular, editada em São Paulo, onde o humorista passa a viver por algum tempo, ou seja, até setembro de 1952, quando o jornal deixa de circular, definitivamente. Em 1955 lança dois "Almanhaques", no 1º. e 2º. semestres. Colabora com o jornal "Última Hora". Velho e cansado, fixa-se novamente no Rio e casa-se, pela quarta e última vez com Aida Costa, que teve fim trágico anos depois.Viaja pela China, em 1963, a convite do governo de Pequim, com passagem por Praga e Moscou. Nos anos seguintes (1964/1970), dedica-se a seus "horóscopos biônicos" e "quadrados mágicos".
Passa a maior parte do tempo estudando e vive só em um pequeno apartamento em Laranjeiras, bairro do Rio de Janeiro.Carminda diz mais: "...Esclerose — só é! Sentenciavam alguns sectários, donos da verdade. Pureza, alma sensível, gentil. Caráter impoluto. Teve dignidade por toda sua vida — respeito por todo mundo e por todas coisas. E teve dignidade ao morrer. Morreu sozinho para não sofrerem por ele enquanto estava morrendo."No dia 27 de novembro de 1971, falece aos 76 anos de idade, Apparício Torelly.

> Sabe fazer contas?

No Curso de Medicina, o professor dirige-se ao aluno e pergunta: -Quantos rins nós temos?
-Quatro! - Responde o aluno. -Quatro? - Replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos.
-Traga um feixe de capim, pois temos um asno na sala. - ordena o professor a seu auxiliar.
-E para mim um cafezinho! - Replicou o aluno ao auxiliar do mestre. O professor ficou mais irado ainda e expulsou o aluno da sala. O aluno era, entretanto, o humorista Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), mais conhecido como o 'Barão de Itararé'. Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre: - O senhor me perguntou quantos rins 'nós temos'. 'Nós' temos quatro: dois meus e dois seus. 'Nós' é uma expressão usada para o plural. Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim. A vida exige muito mais compreensão do que conhecimento! Às vezes as pessoas, por terem um pouco a mais de conhecimento ou acreditarem que o tem, se acham no direito de subestimar os outros...E haja capim!!!
Colaboração: Tércio Sthal

17 outubro 2008

> Catedral Metropolitana - Campinas/SP

Imagem/J. Araújo  
Iniciada em 1807, a construção da Catedral só foi concluída muitos anos depois, em 1883. Feita de taipa, a amplitude da obra já antecipava toda a transformação que a Vila de São Carlos iria sofrer no decorrer de sua história. A Catedral é, sem dúvida, um ponto importante a ser visitado e conhecido por todos.
Além de seu aspecto externo grandioso, seu relógio e seus quatro sinos, seu interior reserva outras surpresas, como uma movelaria toda trabalhada em madeira, cadeiras austríacas, lustres, candelabros, trono episcopal, crucifixo e um órgão centenário compõe o ambiente. Com o tempo, a catedral está deteriorada e passa por reformas há mais de três anos. Como depende de doações as obras de reforma e restauro caminham a passos de tartaruga. Mesmo assim , é um prédio imponente que tem muito da história da cidade. Vale a pena conhecer.

17 julho 2008

> Escravos letrados

Pesquisadores descobrem uma notável cultura da escrita entre os negros brasileiros do século 19 Alex Sander Alcântara
Os corpos de 70 negros se espalham pelos arredores do Quartel de Cavalaria, em Água de Meninos, Salvador. Outros 280 são presos. Cai à bala a Revolta dos Malês, levante de escravos e libertos islâmicos na Bahia, em janeiro de 1835. No corpo, amuletos trazem papéis escritos pelos próprios revoltosos.
"Nas senzalas da Bahia de 1835 havia talvez maior número de gente sabendo ler e escrever do que no alto das casas-grandes."A frase, de Gilberto Freyre em Casa Grande & Senzala, ilumina um fenô­me­no pouquíssimo difundido: o da fa­mi­liaridade dos escravos com a escrita, portuguesa ou não (os malês escreviam em árabe suas orações a Alá).
Por tempo demais a historiografia tradicional difundiu a idéia de que os negros trazidos ao Brasil até o século 19 não sabiam ler nem escrever. Aos poucos, esse mito, que alimentou o preconceito secular contra a inteligência negra, perde espaço na recomposição da escravidão, cuja Lei Áurea completou 120 anos.
Pesquisas em história da educação levantam evidências de uma disseminação da cultura escrita entre escravos e alforriados. Há pistas de que, nos séculos 17 e 18, os negros foram decisivos na difusão do português no Brasil.
Um estudo de Christianni Cardoso Morais, do Departamento de Educação da Universidade Federal de São João del-Rei, em Minas Gerais, reforça a idéia de que mesmo os escravos e alforriados iletrados sabiam se utilizar do escrito numa época em que eram proibidos de freqüentar escolas. A pesquisa se baseia em anúncios de jornais e em documentos. Nos anúncios, era comum a descrição física e das habilidades dos escravos foragidos ou à venda. Além de marcas e cicatrizes, realçavam-se atributos, como ofício, capacidade musical, de leitura ou de escrita.
- Ter profissão especializada, como alfaiate, pedreiro ou carpinteiro, que exigia o uso de medidas e cálculos, indica um grau refinado de "letramento", termo que ajuda a entender os usos sociais, culturais e históricos atribuídos à palavra escrita - diz Christianni.
Consciência escritaA pesquisadora faz doutorado sobre a disseminação da escrita na região. Analisou 1.612 documentos de 1731 a 1850, relatórios do Ministério da Agricultura, testamentos, processos-crime, além de anúncios de O Astro Minas, um jornal do período. A região analisada é a Comarca do Rio das Mortes, cidade mineira escolhida pela importância econômica e cultural que teve no século 18. O recorte temporal seguiu lógica imposta pela documentação, mais abundante naqueles anos.
- A cidade exercia a função de entreposto, pois era centro de exportação dos produtos mineiros e de redistribuição das mercadorias da Corte. Possuía vida política e cultural intensa, com biblioteca pública e imprensa periódica - diz Christianni.
Para determinar os graus de letramento dos escravos, ela usou um método de análise de assinaturas a partir de escala de cinco níveis desenvolvida pelo português Justino Magalhães. O primeiro corresponde ao mero uso de siglas ou sinais; o nível 2, à assinatura ainda rudimentar, imperfeita; o 3 indica assinatura completa; o nível 4, uma caligráfica mais precisa e o 5, mais personalizada. Maior a complexidade do traçado, maior o domínio do idioma.
- Fotografo e analiso as assinaturas tendo por base a caligrafia da época. Busco perceber se a pessoa tinha traço firme, bem organizado e distribuído na folha, se conseguia fazer arabescos, ligava as letras ou tinha boa escrita cursiva, o que não era fácil na época porque os ensinos da leitura e da escrita eram dissociados. Então, se o assinante se encaixa no nível 2, provavelmente sabia ler.
Combinado O método não é exato, admite Christianni. Mas, na ausência de fontes diretas, as assinaturas se tornam fontes, sobretudo, pelo poder simbólico entre os assinantes.
- Quando sabiam assinar, os negros aumentavam seu status numa sociedade basicamente iletrada.
O ensino "combinado" da leitura e da escrita se disseminou só após 1850. Antes, primeiro se aprendia a ler, depois a escrever. Depois, surgiram pessoas com assinaturas bem compostas, mas que na prática não sabiam ler. Essas foram descartadas por Christianni. Ela ainda coletou 76 anúncios, dos quais 5 com mulheres, pois só homens tendiam a ser identificados, como o "escravo pardo de nome Vicente", que era "oficial de alfaiate, sabe ler e escrever".
Evidência ainda mais segura do letramento escravo é a presença de negros nas escolas do século 19, em Minas Gerais, numa proporção muito superior à dos brancos. Para Marcus Vinicius Fonseca, autor de Educação dos Negros (Edusf, 2002), quando se fala em educação elementar nas Minas Gerais do período é preciso ter em mente uma escola negra.
Christianni Morais e os tipos de assinatura
que denunciam o grau de letramento dos
escravos: uma de nivel 1 (só com sinais)
do alforriado Cruz de Antônio José,
em 1810 (testamento, 1818, cx.06);
outra de nível 2, ainda rudimentar,
do alforriado João da Silva Abreu,
de 1789 (testamento, 1791,cx.01)
e outra de nível 3, mais completa
O perfil populacional de 1830 o comprova. Segundo Fonseca, a comunidade livre de Minas era de 270 mil pessoas, 59% das quais negras, somando-se os 130 mil escravos locais.- No Brasil, a escola sempre foi vinculada à modernização, ao passo que o negro foi associado ao nosso atraso. A discussão sobre a democratização das universidades e a de que a inserção dos negros pode comprometer o nível das instituições é manifestação tácita desse raciocínio - diz Fonseca. VazioHá, no entanto, um silêncio da historiografia sobre a relação do escravo com a língua portuguesa. Fervilham hipóteses. Como a da professora da Faculdade de Educação da UFMG Cynthia Greive Veiga, para quem os negros tiveram participação ativa na difusão da língua portuguesa no Brasil Império. Os africanos precisavam dominar o idioma que os adaptasse à sociedade. Tal fato fez coro à oficialização do português nos tempos da Independência.
- Os registros de inspetores e professores das aulas elementares do século 19, sobre o desempenho de alunos em leitura e escrita ("sofrível", "não sabe nada"), podem ter relação com as tensões entre um português oficial e outro misto, marcado pelos dialetos africanos.
Os sinais, desde Gilberto Freyre, abrem veio importante a investigar. Já se pode provar a distância entre ser negro e escravo, por exemplo, e de que essa distância parece passar pelo letramento. Os escravos letrados podem ter sido exceção no Brasil, como os de Minas ou os da Bahia de 1835. Mas será preciso muita pesquisa para entender a real difusão das práticas de leitura e escrita negra no Império, e a relação dos escravos com a língua portuguesa. O terreno está a explorar. Mas está dado.

24 junho 2008

> Viçosa MG

Imagens do google
Viçosa e sua história
Área do Município: 279 km2
Altitude: 648,74 m
Latitude: 20º 45' 14" S
Longitude: 42º 52' 53" W
Coordenadas UTM (m): 7.703.630 N 720.570
E População: Aprox. 65.000 hab. Localização: Zona da Mata Minas Gerais- Brasil


CEP (cidade): 36.570-000
CEP (UFV): 36.571-000 DDI: +55 DDD 031
.

HISTÓRIA I - Santa Rita do Turvo foi o seu primeiro nome. É considerado como um dos mais importantes municípios da Zona da Mata. O ensino vai até ao nível superior e a sua universidade federal é tida como dos mais importantes centros de estudos agronômicos da América Latina. E, em nível de mestrado, a Universidade oferece os cursos de Ciência Florestal, Ciência e Tecnologia de Alimentos. Economia Rural, Engenharia Agrícola, entre outros. Economia: agropecuária e agroindústria. O núcleo que deu origem ao município surgiu quando, em 1800, o padre Francisco José da Silva recebeu a autorização para construir uma capela dedicada a Santa Rita.
vista parcial
O povoado que se desenvolveu em torno da capela ficou conhecido como Santa Rita do Turvo. Por ato do regente Feijó, em 1832, o curato de Santa Rita do Turvo foi elevado à freguesia e, em 1871, foi elevado a município. Cinco anos depois, a vila é elevada à categoria de cidade como Viçosa de Santa Rita, em homenagem a Dom Antônio Ferreira Viçoso, bispo de Mariana. Apenas em 1911 o município adquire a denominação atual.

A Universidade Federal de Viçosa é atualmente, um dos mais importantes centros de estudos agronômicos da América Latina. O viçosense tem sua origem na fusão do índio (purís), do negro (bantus, da área do Congo) e dos colonizadores portugueses que vieram à procura de terras para a agricultura. Início da colonização nesta
região: ano de 1800 e em 1830 já havia aqui 22 famílias.
Campus UFV

I
nício do povoado: em torno de uma ermida em honra de Santa Rita de Cássia: 08 de março de 1800, iniciativa do Pe. Francisco José da Silva. Capela: 10 de dezembro de 1801 e em 1805 houve doação de terras paras patrimônio da Capela por parte do capitão Manoel Cardoso Machado e sua esposa Ana Joaquina de Fraga. Primeiras famílias que vieram para Viçosa, onde estavam os pioneiros como o Capitão Manoel Cardoso Machado, Pe. Jerônimo Fernandes Lana, Alferes Vicente Rodrigues Valente, Pe. Manoel Inácio de Castro, este, natural de Mariana: Sant’Anna, Bernardes, Freitas, Araújo, Carvalho, Gouvêa, Lopes Faria, Jacob, Vaz de Mello, Costa Val, Ferreira da Silva, Alencar, Castro, Comastri, Torres, Simonini e outras. Nomes: Santa Rita do Turvo (após 1800), Viçosa de Santa Rita (1876), Viçosa (1923). Elevação a Vila e criação do Município: 30 de setembro de 1871. Elevação a cidade: 3 de junho de 1876. (UFV: ESAV - Escola Superior de Agricultura e Veterinária (6/09/1920); UREMG - Universidade Rural do Estado de Minas Gerais) 15/11/1949; UFV (Universidade Federal de Viçosa) - 15/06/1969.

Filho mais ilustre: Arthur da Silva Bernardes. Nasceu a 8/08/1875 e faleceu a 23/03/1955. Formado em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo (1900). Atividades políticas: Presidente da Câmara Municipal de Viçosa, Deputado Estadual (1907), Deputado Federal (1909), Secretaria de Finanças de MG (1910-1914), Deputado Federal (1915), Presidente de Minas (1918), Presidente da República (1922), Senador (1919), Deputado Federal (1935). Foi o fundador do PR (Partido Republicano) VIÇOSA HOJE Área 279 km2, a uma altitude de 649 m. Limita-se, ao norte, com os municípios de Teixeiras e Guaraciaba; ao sul, com os municípios de Paula Cândido e Coimbra: a leste, com os municípios de Cajurí e São Miguel do Anta, e a oeste com o município de Porto Firme. População Urbana e Rural: Segundo os dados de 1996: população urbana - 52647 habitantes; Rural - 4803 habitantes; Total - 57450 habitantes.

FAMÍLIA DE VIÇOSA - Jacintho Gomide, filho de Joaquim Gonçalves Gomide e Eliza Sant'Anna Gomide, nasceu em Viçosa, a 27 de novembro de 1895 e faleceu a 28 de novembro de 1968. Seus irmãos: José, Raimundo (Bitu), José Geraldo, Antônio (Totone Gomide), Otávio, Joaquim, Alzira, Joaquina (Quinita), Maria, Maria José (Neném), Arlinda (Tita), Francisca e Maria do Carmo. Casou-se com Almerinda Rodrigues Gomide (Duquinha), e, dessa união que durou 51 anos, nasceram: Ari, casado com Lourdes; Néri com Maria Cornélia; Vicente, casado com Leir; Geraldo, casado com Zarife; Therezinha, casada com Aquira; Francisco, casado com Maria da Glória. Tiveram o casal mais quatro filhos, que faleceram em tenra idade. Deram-lhe: seus filhos, 24 netos e 32 bisnetos.

De condição humilde, foi proprietário de uma barbearia, situada à Rua Arthur Bernardes. Anos depois, trabalhou na Prefeitura Municipal desta cidade, e ali exerceu vários cargos, até sua aposentadoria. Pessoa de largos horizontes. Cursou apenas o primário, mas possuía conhecimentos gerais admiráveis.
Museu Presidente Arthur Bernardes
Buscava na leitura de jornais e livros, que lhe chegassem às mãos, adquirir informações e cultura. Estava sempre atualizado. Na falta da televisão, não deixava de ouvir o seu noticiário preferido, o saudoso "Repórter Esso", inteirando-se dos acontecimentos políticos, sociais e econômicos do País. Procurava orientar os filhos com segurança e determinação, mostrando-lhes o caminho de Deus e o respeito à religião católica, professada por ele. Sua firmeza de caráter e honestidade foram seu maior legado. Gostava de política, e defendia o Bernard ismo de modo ferrenho. Cintinho, carinhosamente chamado, notabilizou-se pelo seu espírito brincalhão. Vários fatos cômicos são atribuídos ao seu senso de humor.

Muitas pessoas, ainda hoje, devem-se lembrar das "respostas às perguntas cretinas" de sua autoria. Seus casos serviram de fonte inspiradora ao comediante Ari Leite, em seus programas humorísticos de televisão. É que seu filho Neri Gomide, quando residia em Santo Antônio de Pádua, RJ, terra natal do comediante, contava a ele os casos de seu pai. Cintinho devotou amor a sua Viçosa, onde viveu alegre e pôde expandir, notavelmente, sua maneira de ser.

Postagem em destaque

>Os vândalos e as mentiras dos nossos políticos

Uma folheada no jornal  de hoje fiquei indignado com algumas noticias. Uma delas dava conta do ataque de vândalos a dez ônibus do transp...