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| Imagem: Leonardo Soares/AE |
A reitoria da USP foi invadida na madrugada do dia 1º para o dia 2 de novembro por um grupo de estudantes que discordaram da desocupação de um prédio da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas).
A confusão na USP (Universidade de São Paulo) começou por volta de 18h30 da última quinta-feira (27), após PMs deterem três estudantes que estavam com maconha no estacionamento da faculdade de História e Geografia. Enquanto os policiais levavam os rapazes para um carro de polícia, um grupo de estudantes começou a protestar e impediu que os usuários fossem levados à delegacia.
No horário político gratuito da ultima quinta-feira, o PCO (Partido da Causa Operaria), defendeu com unhas e dentes a invasão da reitoria, mesmo os estudantes tendo destruído o patrimônio público para demonstrar a revolta da classe estudantil. Estranho é um partido político se dizer da causa operaria e defender aquela baderna. Porque na verdade, o verdadeiro operário jamais concorda com tamanha falta de respeito com a coisa pública.
Ali com certeza uma grande maioria daqueles estudantes não eram filhos de operários, mas sim de classe média e alta. Porque os filhos dos verdadeiros operários não têm dinheiro para estudar nos melhores colégios particulares e depois prestar concurso e passar em uma das melhores universidades públicas da América Latina. Aqueles que ali protestavam moram em áreas nobres de vários bairros de cidades brasileiras, aonde qualquer pobre que se aproxima é um suspeito em potencial.
Aqueles que destruíram o patrimônio cometeram crime de destruição com atos de badernas e vandalismo. O ato foi promovido por uma minoria de estudantes, muitos deles, segundo consta, ligados a pequenas siglas de esquerda como o PCO e (LER-QI) liga Estratégia Revolucionária - Quarta Internacional. Pois é! Essa mesma minoria acha que está acima da lei, o que não é verdade.
Aqueles que destruíram o patrimônio cometeram crime de destruição com atos de badernas e vandalismo. O ato foi promovido por uma minoria de estudantes, muitos deles, segundo consta, ligados a pequenas siglas de esquerda como o PCO e (LER-QI) liga Estratégia Revolucionária - Quarta Internacional. Pois é! Essa mesma minoria acha que está acima da lei, o que não é verdade.
No campus da USP, já ocorreram vários crimes de roubos, furtos e assassinatos e, quando isso ocorre é solicitado uma maior presença de segurança, principalmente por parte das vitimas, solicitando uma resolução dos casos. Eles (estudantes) acham que aquele deve ser um território sem lei. Onde pode se vender, comprar e consumir drogas a vontade. Temos leis, que apesar de falhas devem ser respeitadas, não somente pelos estudantes, mas por todos os cidadãos.
Os contrários à PM no campus dizem que a medida abre precedente para a polícia impedir manifestações políticas – que comumente ocorrem dentro do campus – e citam o episódio de junho de 2009, quando a Força Tática da PM entrou na universidade para reprimir um protesto estudantil e acabou ferindo os estudantes e jogando bombas dentro de unidades.
Nós brasileiros pagamos impostos demais para sustentar esse país onde o ensino público de qualidade é para poucos. Com toda essa organização os estudantes não somente da USP, mas de todo Brasil devia organizar a população conscientizando-a politicamente para protestos contra todo tipo de corrupção que ocorre nesse País com desvios de dezenas de milhares de $, destruindo a esperança de muita gente que sonha um dia ter saúde e escola pública de qualidade não para uma minoria privilegiada, mas sim para todos.
Não é destruindo um bem público pago com o suor de cada brasileiro que se chegará a algum lugar. Diante dos fatos e as imagens mostradas por todos os meios de comunicação o que podemos esperar daqueles futuros profissionais? Precisamos pensar nisso.
(a) J Araújo







