30 dezembro 2008

> Juntando os cacos

O ano está chegando ao final. Entre trancos e barrancos também cheguei e, claro, pretendo continuar. Confesso que foi uma corrida difícil, encontrei vários obstáculos pelos caminhos percorridos.

Foram muitos tombos e escorregões, e nesse embate, saí com algumas escoriações, - mas, a bem da verdade, - foram feridas de certa forma leves, nada muito serio. Também nessa corrida, entrei em choque com pessoas muito próximas, feri e saí ferido, magoei e saí magoado. Falei muito quando precisava calar e, muitas vezes calei na hora que podia até gritar. Olhando um pouco lá no início, me comparo a um vaso de barro que caiu de seu pedestal e quebrou-se aos olhos de várias pessoas no momento da queda.

Olhando um pouco mais atento, percebo que tem muita pessoas tentando de alguma forma reagrupar os cacos que restaram para reconstruir um novo vaso um pouco mais resistente às intempéries do tempo. Àqueles que estão tentando, o meu muito obrigado!!

26 dezembro 2008

> A quem recorrer... ?

...com certeza não haverá este sorriso.




Não sei se outros estados da Federação têm o mesmo problema
Revolta, esse é o sentimento de quem necessita entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente da Telefônica. (10315). A incompetência se instalou ali de tal maneira que não tem como fugir. O atendimento é de péssima qualidade. na primeira tentativa você fica no mínimo uns seis minutos aguardando para ouvir uma voz que não seja uma gravação. Enquanto aguardamos, somos obrigados ouvir, uma musiquinha de mau gosto que é tocada. Aí vem um atendente e pede pra você aguardar. E dá lhe musiquinha no nosso ouvido que a esta altura já está quente de tanto segurar o aparelho. Quando, você acha que tudo caminha para um desenrolar satisfatório, – depois de ter explicado, – para que o seu problema seja resolvido a conexão é interrompida. Na verdade o atendente desliga por não saber como proceder. Me convença do contrário!! Nessa altura já se passaram uns 18 minutos. (tum, tum, tum, tum). O que você faz? “Redisca o numero e todo procedimento é iniciado, e nunca temos a sorte de sermos atendindos pelo mesmo atendente, é sempre outro, e lá vem ela (...) com a mesma frase feita” Em que posso ajudar”? E você que já tinha explicado tudo para o primeiro, já está de “saco” cheio, com um nó na garganta!! Dá aquela vontade de mandar aquela pessoa pra aquele lugar... Mas, pra não perder a compostura, (uuuuuuuuuu) respira fundo e conta até dez e começa tudo de novo. A verdade meus amigos, é que a Anatel (Agencia Nacional de Telecomunicações), baixou normas no inicio do mês que na verdade, acredito eu, nenhuma prestadora de serviço tem cumprido. É mais uma enganação, quer dizer, regulamentação apenas, que na verdade o cliente é sempre o grande palhaço nesta história. Claro, sem desmerecer os palahaços afinal eles nos diverte. Não contente, a gente resolve ligar para Anatel - que diz ser uma agencia fiscalizadora - e fazer uma reclamação formal, aí muda a musica!! - um pouco mais suave, - você fica esperando ser atendido por mais ou menos cinco minutos. A pergunta que fica é: - E pra eu reclamar da Anatel, pra quem eu ligo? Se alguém souber a resposta, por favor...

22 dezembro 2008

> É Natal

Antes, quero desejar a todos os leitores e visitantes que mesmo não deixando um comentário passa por aqui: UM FELIZ NATAL!!
Está chegando o Natal, hoje, muito mais uma data para alavancar o comércio e menos para festejar o verdadeiro aniversariante. Nem sempre foi assim. Enquanto os comerciantes comemoram o aumento das vendas ou lamentam o fracasso somente aqueles que realmente acreditam no Criador comemoram seu nascimento. Ele que deve ser o grande homenageado do dia. Também é um momento de reflexão, ao olharmos ao nosso lado podemos perceber pessoas passando fome enquanto uma minoria privilegiada esbanja nos gastos, principalmente, nessa época do ano. Fica aqui meu protesto

17 dezembro 2008

> Não mudaram nem as moscas

Um dos fenômenos mais interessante deste país, no momento, é a violência com que adeptos do atual Governo Federal se referem ao anterior, e vice-versa. É “apedeuta” (ignorante) pra cá, “sociologozinho de (...)” pra lá, e nem parece que quem xinga hoje está entre os xingados de ontem. É como falar da mãe do irmão.
* * *
Não, não é farinha do mesmo saco: é a mesma farinha. Nelson Jobim foi ministro de Fernando Henrique, é ministro de Lula; foi líder do Governo Fernando Henrique no Supremo, foi líder no Supremo do Governo Lula. Renan Calheiros foi ministro de Fernando Henrique e é importante aliado de Lula; Romero Jucá foi líder no Senado de Fernando Henrique e é líder de Lula no Senado. Ricardo Barros, o malufista, foi líder de Fernando Henrique na Câmara, e hoje é Lula desde criancinha. O senador Romeu Tuma era do PFL, (que fique bem entendido, era) fechado com Fernando Henrique, hoje é do PTB, não menos fechado com Lula. Sarney não conta, que da ultima vez em que fez oposição o presidente era Juscelino Kubitschek. Há mais, há mais. O presidente do Banco Central de Lula, Henrique Meirelles, se elegeu deputado federal pelo PSDB de Fernando Henrique. Paulo Maluf apoiou Fernando Henrique e apóia Lula. Reinhold Stephanes foi ministro de Fernando Henrique, é ministro de Lula. E tem também quatro anos de presidente da Previdência Social na ditadura militar (na época, não havia o ministério). Já Delfim Netto, czar da economia na ditadura, não foi ministro de Fernando Henrique nem de Lula. Mas, nos dois casos, foi e é seu principal conselheiro.A lógica dos fatos. Segundo pesquisa, aumentou fortemente o consumo de papel higiênico no país, e os técnicos do Governo atribuem o progresso à administração atual. Tem toda a razão.
Carlos Brikmann

13 dezembro 2008

> Justiça em xeque

Pensando bem o título acima também poderia ser, 'Justitiça em dinheiro'. O Brasil é o país dos escândalos. Em matéria de corrupção perde apenas para a Rússia. Se já não bastasse a roubalheira que se verifica em vários setores da economia, temos que aturar altas autoridades envolvidas. É o caso do Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, desembargador Frederico Guilherme Pimentel e outros seis presos na Operação Naufrágio da Polícia Federal que desmantelou um esquema de venda de sentença comandado pelo magistrado e seus familiares. Do grupo, faz parte dois outros desembargadores, um juiz, dois advogados e a diretora de Distribuição do tribunal, Débora Sarcinelli. Como vemos não são pessoas comuns, elas deveriam zelar pelo cumprimento das leis.
Ironia
No dia em que foi preso o Presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, desembargador Frederico Guilherme Pimentel, receberia uma medalha da Associação do Ministério Público do Estado do Espírito Santo por serviços prestados contra a corrupção. A homenagem marcaria o Dia de Combate à Corrupção no Estado. Isso demonstra o quanto medalhas são distribuídas sem nenhum critério. Felizmente não ocorreu, e quem indicou ficou com cara de tacho. Bem feito! Em minha opinião, quem deve receber a medalha é a Polícia Federal pela prisão desse desembargador safado e sua quadrilha. Acredito que não somente o povo capixaba, mas, o povo brasileiro espera que a verdadeira justiça seja feita. Que os culpados fiquem presos e perca seus cargos onde nunca deveria ter entrado.

03 dezembro 2008

>O pic nic das tartarugas

Imagens google
Uma família de tartarugas decidiu sair para um piquenique.  Como sabemos, as tartarugas, sendo naturalmente lentas, levaram 07 dias preparando-se para o passeio. Passados 06 dias após acharem o lugar ideal, ao desembalarem a cesta de piquenique descobriram que estavam sem sal. Então, designaram a tartaruga mais nova para voltar em casa e pegar o sal, por ser a mais rápida. A pequena tartaruga lamentou, chorou e esperneou. Concordou em ir, mas com uma condição: que ninguém comeria até que ela retornasse. Três dias se passaram... cinco, seis dias... E a pequenina não tinha retornado. Ao sétimo dia de sua ausência, a tartaruga mais velha já não suportando mais a fome, reuniu a turma e decidiu desembalar um sanduíche. Nesta hora, a pequena tartaruga saiu de trás de uma árvore e gritou:- Viu? Eu sabia que vocês não iam me esperar. Agora que eu não vou mesmo buscar o sal. Na nossa vida as coisas acontecem mais ou menos da mesma forma. Desperdiçamos nosso tempo esperando que as pessoas vivam à altura de nossas expectativas. Ficamos tão preocupados com o que os outros estão fazendo que deixamos de escrever nossa própria história." O sucesso parece estar ligado à ação. Pessoas bem-sucedidas mantêm-se ativas. Elas cometem erros, mas nunca desistem".

26 novembro 2008

>Fofoca, uma erva daninha

web"Não receio as vozes alheias das gentes dissimuladas,
que lançam indignos rumores. (...) Não me intimido
com os pensamentos perversos, das mentes desocupadas..."
(Isabel Rosete, filósofa e poeta portuguesa)

Quem já não sofreu na pele os efeitos devastadores e, às vezes, os efeitos da fofoca irreparáveis em sua vida? A fofoca é como uma erva daninha, que se espalha rapidamente, percorre um longo espaço, feito um rastro de pólvora, e consegue atingir seu alvo com precisão de mira dos atiradores de elite.


Quando bate na pessoa com toda sua força e capacidade de destruição, costuma espalhar mal-entendidos, causar mal querença e jogar por terra amizade, reputação, confundindo todo mundo, porque visa criar somente sofrimento, embaraços e infelicidade.

Os ambientes das corporações que o digam. Quantos problemas são gerados por causa da fofoca, porque ela percorre a pista da má-fé, foge da sinceridade, como o diabo foge da cruz, vive braços dados com a maldade, detesta a transparência e a honestidade, porque prefere criticar os semelhantes de forma apenas destrutiva.

Ao adotar o diz-que-diz-que, privilegiar o boato em vez do fato, a fofoca adora fazer intrigas, ver o circo pegar fogo e sua vítima sofrer com a descrença e a desconfiança. Ela liga se seu veneno aleija, mata ou causa um ou outro dano, uma vez que não tem nenhum compromisso com a felicidade de ninguém. O que ela mais gosta é de se regozijar com a desgraça alheia, soltando gargalhada com cinismo e dando uma de desentendida quando é procurada para dar explicações de suas ações malignas.

Muitas vezes, no seio da própria família, a fofoca consegue proezas, colocando o esposo contra a esposa, gerando desconfiança; os pais contra os filhos; os filhos contra os pais e parentes se transformam em inimigos ferozes. Até se conseguir reparar o mal com gosto de fel, reconstruir os fatos, encontrar o fio da meada para esclarecer o que realmente se passou, ter a posse da verdade, a fofoca já saboreou o banquete da desavença pela maldade e pela dor que provocou em sua vitimas.

Diante desse monstro disfarçado, de sorriso falso, tapas nas costas para esconder as garras felinas, qualquer proteção está sujeita a virar pó de traque e não impedir que os tiros da maldade façam grandes estragos e provoquem muito aborrecimento, quando não causa dano mais grave ainda.

Portanto, já que essa erva daninha está solta dentro da própria casa, nos ambientes de trabalho, nos espaços de lazer, nas escolas, nos partidos políticos, nos sindicatos, nas igrejas e até do inferno, é preciso redobrar os cuidado com as conversas soltas de qualquer jeito, com atitudes ações assentadas na ingenuidade e na falsa crença de que todo mundo é bom e quer o nosso bem.

Se não devemos alimentar a idéia de que todo mundo é mau, caindo na total descrença sobre o ser o ser humano, também não convém posar de ingênuos perante a realidade e as pessoas. Essas legiões de fofoqueiros formam suas "igrejinhas" em cada esquina, para compartilharem das derrotas que conseguirem impor a seus semelhantes e ainda contam vantagens por embarcarem nessa carruagem dos maldosos já que lhe falta algo mais interessante a ser feito na vida. Se comprazem com o descontentamento dos outros, fruto de suas palavras constantes, insinuações maldosas ações arquitetadas na calada da noite ou à luz do dia com requintados disfarces.

Por isso, fiquemos bem atentos e de olhos bem abertos diante dessa corja de mexeriqueiros e causadores de discórdia entre as pessoas. Mas é necessário, também, termos a capacidade de faze a própria autocrítica, todas as vezes que cairmos na ciranda dos fofoqueiros e provocarmos estragos na vida alheia, porque só assim aprenderemos a agir com sinceridade, honestidade com nós mesmos e com aquelas pessoas que tomam parte de nossa vida na esfera privada e pública. Ninguém está livre de ser arrastado por esse dragão que ronda a todo instante nossas vidas, com a intenção de aumentar o clube dos fofoqueiros em todo tempo e lugar. Vigiemos sempre!

Ivo Lima
Professor de Filosofia e Escritor
Autor do livro O Recheio que Faltava em Sua Vida
E-mail:
ivolimasantos@yahoo.com.br

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