17 dezembro 2010

>Legislando em causa própria

Imagens/googleNão era minha intenção escrever sobre política nesse momento, veja vocês, mas não teve jeito, nossos ‘inimigos’ em Brasília não me deram outra opção. Aumentou os próprios salários, em alguns casos em até 140%, isso mesmo. E foi assim numa rapidez tão incrível que assustou até mesmo os analistas políticos mais experientes. Na Suecia não é assim. O exemplo do Congresso será seguido por praticamente todos os Legislativos estaduais que, na esteira do aumento de 62% autoconcedido aos parlamentares na quinta-feira, 16, apressaram-se para colocar na pauta, antes do fim do ano, projetos que garantam a remuneração de cerca de R$ 20 mil para os deputados estaduais.

Os parlamentares federais - que a partir de agora vão receber o mesmo salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal, de R$ 26,7 mil, neste valor não está incluído as mordomias, como: combustível, telefones, passagens aéreas, auxilio-moradia entre outras. Enquanto isso o salário mínimo terá um aumento de 5,9% e passará para R$ 540,00. Será que eles – os Deputados e Senadores – conseguiriam sobreviver pelos menos um mês com uma miséria dessas? Eles riem de nossa cara.

Povo, na verdade, estamos ferrados com esse bando que pensa – infelizmente – a maioria deles somente no bem estar pessoal e o povo que se dane! E olha que todo esse processo de aprovação do aumento teve uma rapidez estrondosa sem nenhum embaraço, e mais, não necessita de aprovação do Presidente da República. É muito dinheiro público para pouco trabalho, acredito que não merecemos sermos tratados com tanto descaso. A pergunta que não cala é: será que algum dia vai mudar isso?

08 dezembro 2010

>Quebrando regras e reclamando


É moda: Aparece alguém aparece em nossos blogs e nos oferecem um selinho e, entilmente nos convidando a passar no seu blog e pegá-lo. Quando lá chegamos, existe uma série de regras que devemos cumpri-las para levar o dito cujo; geralmente nos orientam a visitar o mesmo número de links que nos é enviado, claro, aquele que nos ofereceu deve ter o seu link em destaque. Isso nada mais é que uma tentativa desesperada de divulgação de blogs, na verdade uma pirâmide disfarçada.

O pior de tudo isso, é que muitas vezes o administrador do blog que nos oferece vem pela primeira vez e nunca mais volta. Sem contar aqueles que para divulgar o nome, passa no nosso espaço com a seguinte frase: "BFS" (bom final de semana) Bjos"; (beijos), acho isso uma tremenda falta de respeito, desinteresse total , aberto em ler o que escrevemos, parece que não quer perder tempo, e fazer um comentário a contento. Isso nos-dá a entender, que o único intuíto é deixar seu link para ser visitado. .(a partir de hoje me recuso a publicar tais abreviaturas).

E têm, ainda, aqueles que passam com a frase acima, e por consideração você retribui a visita, e constata um texto enorme, parecendo uma tese de pós-graduação. Em compensação temos alguns seguidores ou visitantes assíduos que nos presenteiam, além de suas visitas com valiosos comentários, pelos quais nos sentimos honrados e agradecidos.

As pessoas que por ventura venham a publicar textos muito longos deveriam fazê-los em partes e em dias alternados, isto não cansariam tantos os leitores – a internet exige agilidade e rapidez. "Outra coisa chata em vários blogs, é quando você fica um bom tempo escrevendo seu comentário, cuidando para que o mesmo tenha sentido, e no final, lá no "publicar" a gente clica, e vêm as "mardita" palavrinhas de confirmação, na maioria das vezes uma "mistura"de letras contorcidas e, de difícil visualização.

Até parece que estamos tentando sacar dinheiro no caixa eletrônico... "Pra que isso..... gente"!!

Descomplique, vai lá em "configurações" e retire essa exigência, é muita perda de tempo cumprir essa regra, porque temos muitos blogs para fazermos comentários, mas, não temos o dia inteiro disponível para isso, a maioria dos blogueiros são trabalhadores que bloga por puro hoby.

(aa) J Araújo & Sonia

01 dezembro 2010

>Uma nova era


Atenção: o texto abaixo foi escrito com base nas informações repassadas pela Mãe Jandira, a mesma vidente que, dentre outras tragédias, previu o sucesso do Restart, a criação das promoções de RT no Twitter e a absolvição do Maluf.

Confirmando as previsões, Tiririca se elegeu com bastante tranquilidade. Campeão de votos, boa parte do Congresso o recebeu com desprezo absoluto nos primeiros minutos. Ninguém acreditou que aquela figura teria relevância alguma como parlamentar. Sem as gracinhas do horário eleitoral político, decerto que o show acabara. Todos tinham certeza absoluta que o palhaço se tornaria um fantasma naquele ambiente.

No entanto, a indiferença começou a ruir no primeiro dia mesmo. Carismático, Tiririca foi cativando aos poucos os seus colegas de bancada. “Ô, seu abestado, se você continuar róbando, eu vou... móóóó... rrerrrr...”, ele disse pro nobre colega que era figurinha fácil nas CPIs. Todos caíam na gargalhada com as brincadeiras inocentes do palhaço. As dancinhas dele durante as votações, junto com o sorriso banguela, deixaram o ambiente menos estressante. A cada dia que passava, aumentava a popularidade de Tiririca entre os parlamentares. Tornou-se o mascote da casa, definitivamente.

Um ano depois, ninguém estranhou quando o palhaço assumiu a presidência da casa. Afinal, tratava-se de uma unanimidade, acima do governo ou oposição. Era um conciliador. Nunca o Congresso gargalhara tanto quanto naquele discurso de posse, que terminou com a já clássica dancinha da vitória. “Ó pessoal, se eu souber que alguém tá desviando bufunfa, sabem o que vou fazer? Sabem não, seus abestado? Ói, eu vou... vou chóóóórar... Inhééé...”, dizia ele, numa voz fininha. O tiririquismo avançava de maneira impressionante. Além de engraçado, já era considerado temido por muitos, que riam forçado até das piadas sem graça, só pra não ficar mal diante da maior liderança política dos últimos tempos.

Líder absoluto em todas as pesquisas, Tiririca candidatou-se à Presidência da República em 2014. Sempre que perguntavam se ele tinha ideia do que fazia um presidente, o palhaço sempre respondia, naquele jeito bem tiririca de ser: “Olha, eu num sabo não... Parece que é divertido subir a rampa do Pranalto, né? Eitcha nóis!”. Com tempo de sobra no horário eleitoral gratuito, quase meia hora, ele aproveitou a ocasião pra fazer uma espécie de Zorra Total.

Com quadros que nada tinham a ver com política, o programa sempre terminava com ele abraçado a duas gostosonas seminuas, soltando o bordão da campanha: “Vota ni mim, seus abestado!” A população adorou, é claro. Todos os outros candidatos tentaram ser engraçados também, sem sucesso. José Serra até que se esforçou bastante, mas não convenceu como humorista de stand up comedy durante os programas dele. Sofisticado demais, sem o carisma que o palhaço tinha de sobra. Constrangedor.

Tiririca elegeu-se logo no primeiro turno com uma folga impressionante em relação ao segundo lugar. Com ele na Presidência da República, tendo Sérgio Mallandro como vice, o Brasil finalmente assumia a sua vocação principal: ser o maior circo aberto do mundo, feito devidamente registrado no Guinness Book. O ciclo político do tiririquismo durou décadas, interrompido apenas pela ascensão ao poder do filho mais carismático do Palhaço-Líder, Tirulipa Jr. Com o tirulipismo, surgiu a esperança de uma nação com um humor menos apelativo. Uma nova era. Infelizmente, as expectativas foram frustradas logo no discurso de posse de Tirulipa Jr, iniciado com a piada do pavê ou pacomê. Aiai, Brasil... Tem jeito não...
Fiapo de Jaca

Desconheço o autor

25 novembro 2010

>Rio em chamas

Imagem/webO Rio de Janeiro está vivendo um dos piores momentos com a onda de violência imposta pelos bandidos através da queima de vários carros e ônibus. Estão levando o pânico a uma população, que assiste impotente sem nada poder fazer diante de tanto terror. Acostumados há décadas a agir livremente nos morros cariocas, eles se sente os donos da situação. As cenas de guerra que vimos pela TV, com carros blindados, fuzileiros navais, policiais civis e militares deu impressão de que a cidade está atolada em uma verdadeira "guerra civil" que assusta não só a população carioca, mas o Brasil inteiro.

As pessoas que vivem sob fogo cruzado, quando não é entre bandidos de facções rivais é, entre a polícia. Isso para um país onde podemos vangloriar não ter guerra declarada é assustador. O cidadão comum, trabalhador está sitiado, virou refém dos bandidos que agem livremente demonstrando o poderio bélico de que dispõe sem medo de represália. Em confronto com as forças policiais as primeiras informações dão conta de 30 mortos até a tarde de hoje. Os olhos do Brasil e do mundo estão voltados para a "Cidade Maravilhosa", que não merece isso. Um país que se propõe a sediar uma a Copa do Mundo, (2014) e as Olimpíadas em (2016), tendo o Rio de Janeiro como principal porta de entrada precisa mostrar que as forças de segurança estão preparadas para dar uma resposta à altura quando necessário.
Imagem/Júlio César Guimarães - UOL

Uma afronta as autoridades. Bandido aponta arma para policiais no Complexo do Alemão no Rio

Os foras da lei permaneceram por décadas sem ser incomodados pelas autoridades da Segurança Pública do Estado, que fazia vistas grossas, enquanto o crime organizado se fortalecia tomando conta de várias comunidades pobres. Enquanto esse mesmo estado virava as costas, o poder paralelo estava cada vez mais presente ‘facilitando’ a vida dos moradores. A violência não se restringe somente ao Rio de Janeiro, ela está presente em várias partes do Brasil que sofre com o tráfico de drogas e armas. No caso do Rio de Janeiro está mais enraizado, isso é como tentar arrancar uma árvore secular pelas raízes usando enxadas. Infelizmente, a culpa deve sim recair, principalmente, sobre o Governo Federal que não tem nenhum controle de nossas fronteiras.

O governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, nos últimos anos foi o único que resolveu enfrentar um problema grave de segurança que outros governantes fecharam os olhos fazendo de conta que nada estava acontecendo. Com certeza merece o apoio da população que o reelegeram acreditando em suas promessas de campanha, principalmente, na área da segurança pública. Os cidadãos de bem de todo Brasil se solidarizam e torcem para que o bem vença o mal. E aqueles que desobedecerem sejam presos e punidos de acordo com as leis vigentes, que sabemos, precisam ser revistas com urgência

A frase abaixo ilustra bem o momento:


"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons."


*Martin Luther King*

19 novembro 2010

>Ser honesto...não parecer honesto!

Pode soar estranha a palavra honestidade nos dias atuais. Mas ainda existem, sim, pessoas honestas; confesso que conheci um jovem com esse perfil. Parece inacreditável, principalmente, em se tratando de comércio onde a palavra de ordem é vender e vender. Explico, precisei trocar a fechadura de uma porta que estava com defeito depois de longos anos de uso cuja marca, descobri é uma das mais caras, o modelo mais simples custa a bagatela de R$ 158,00.
Ao chegar à loja Rei das Fechaduras quase não acreditei, pensei: quero comprar a fechadura e não a porta!! O vendedor Renato (foto) me atendeu com uma simpatia ímpar; sentindo meu desapontamento com o preço e ao verificar a velha fechadura que levei como amostra, percebendo que poderia ser recuperada não teve dúvida, orientou-me a procurar um chaveiro. Agradeci a sugestão e caminhei uns 100 metros na mesma rua, gastei R$ 50,00, e a velha fechadura ficou “nova”. O profissional indicado também era muito bom. Estou relatando o fato porque nesse país, onde a corrupção, a safadeza, o jeito brasileiro de tentar levar vantagem em tudo ali não tem espaço. É incomum encontrarmos pessoas assim. São raras, mas elas existem. Isso mostra que para ser honesto, muitas vezes temos de abrir mão de alguma coisa; nesse caso, Renato, abriu mão de uma venda em nome da honestidade. Parabéns Renato!! Com certeza você é um grande exemplo para sua família, e o Brasil está precisando muito de pessoas como você.
Contato: reidasfechaduras@terra.com.br

13 novembro 2010

>Eles querem desenterra-la


Foi só passar as eleições e já estamos sendo bombardeados com notícias sobre o fantasma da recriação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras). A recriação desse monstro trará apenas mais uma penalidade. A nova CPMF, ou sei lá o nome que vão dar, – porque às vezes eles mudam para tentar nos enganar, - só vai penalizar ainda mais o contribuinte, que não aceita mais impostos. Ela foi criada para resolver o problema da saúde no Brasil, não resolveu, e quando acabou também não piorou, isso na verdade quer dizer que o dinheiro arrecadado com certeza não estava sendo investido na saúde. E olha que não era pouca coisa não! Era por volta de R$ 140 milhões por ano.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que na verdade, toda sua vida mamou nas tetas do governo, reconheceu sexta-feira (5/11) em entrevista por telefone à Agência Senado que o Congresso pode vir a recriar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), extinta em 2007. Ele destacou que mesmo com a declaração da presidente eleita, Dilma Rousseff, de que não enviará um projeto neste sentido, é possível que algum parlamentar tome a iniciativa. Não devemos duvidar mesmo, eles tem (veja) o melhor plano de saúde do Brasil.

Desse Congresso Nacional, nossos Deputados e Senadores pouco ou nada podemos esperar, desse povo, infelizmente eleitos por nós que não trabalha há muito tempo. Senão vejamos: no final do ano eles sai de férias, no inicio do ano tem o carnaval; esse ano foi atípico e tivemos eleições, muitos deles saíram como candidatos, outros para ajudar seus aliados; trabalhar que é bom mesmo, huuummm!! Mas receber os polpudos salários ninguém deixou de fazer. Enquanto isso, o trabalhador comum tem que ralar um ano inteiro sem faltas para ter direito a 30 dias de férias, isto é, quando pode, por que se houver interesse da empresa ele acaba recebendo em dinheiro econtinua ralando, essa é a grande diferença. Até quando?

08 novembro 2010

>Legislação eleitoral

O censo 2010 trouxe um problema para muitos municípios brasileiros que esperava um crescimento populacional bem maior daquele apresentado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Pois é baseado nesses números apresentados que os municípios recebem os repasses de verbas para a saúde, educação etc. em alguns, tem ainda, o problema político, o numero de vereadores pode diminuir, que por um lado é bom.

A legislação eleitoral prevê que o numero de vereadores proporcional a população do município, observando os seguintes limites:

a) o mínimo de 9 (nove) e o maximo de vinte e um nos municípios de até um milhão de habitantes.

b) mínimo de 33 e maximo de 41 nos municípios com mais de um milhão e menos de cinco milhões de habitantes.

b) mínimo de quarenta e dois e maximo de cinqüenta e cinco nos municípios com mais de cinco milhões de habitantes.

Uma leitura desatenta do dispositivo retro mencionado pode levar a conclusão de que, se observados os parâmetros mínimos e máximos estabelecidos para cada uma das faixas acima mencionadas, possui o legislador municipal ampla liberdade para fixar o numero de seus Edis. Por essa óptica, municípios com mil habitantes ou com um milhão de habitantes têm autonomia para determinar graciosamente a quantidade de vereadores de sua câmara, desde que observados os limites de (9) nove e (21) vinte e um.

Sendo assim, por esse raciocínio, apenas para exemplificar, podemos ter em um município de mil habitantes (21) vinte e um vereadores e, por outro lado, em um município com um milhão de habitantes, (9) nove vereadores. A verdade é que a legislação sempre deixa brechas para a exploração; isso ocorre também em outros setores da sociedade. Nossos legisladores não dão ponto sem nó.

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