quarta-feira, 25 de novembro de 2009

>Amor ou paixão; o que você prefere?

Imagem/webVocê já se apaixonou por alguém alguma vez? "Diz que a paixão move mundos". Ao invés de ser considerada uma emoção específica, ela pode ser entendida como um estado elevado de grande motivação centrado num objetivo particular; conquistar o parceiro (a). A pessoa apaixonada não enxerga defeitos no parceiro (a) e, aqueles que admitem que o parceiro tenha algum eles se tornam até charmosos no seu ponto de vista.

A paixão é involuntária e incontrolável seu objeto ocupa a maior parte do cérebro; a pessoa apaixonada acredita que tem a posse do parceiro (a), e isso é extremamente perigoso, a ponto de, a maioria dos crimes passionais cometidos por pessoas que diziam ser apaixonados (a) pela vítima. A paixão nada tem a ver com amor; o apaixonado (a) não tem a devida segurança e é um eterno (a) inseguro quando o assunto se refere à pessoa que é o motivo de sua paixão.

Diante de tanto perigo no que se refere a paixão, o melhor a fazer é não se apaixonar, mas encontrar o amor verdadeiro que nos dá mais ânimo, confiança e segurança. Visto por essa óptica, é possível encontrar o estado de espírito que nos dá a sensação de felicidade. Àqueles (a) que não têm uma paixão melhor rezar pra não tê-la e, encontrar o amor verdadeiro que é mais sólido e duradouro enquanto a paixão é passageira e volátil. Não vale a pena apaixonar-se. Mas pode valer amar. Que cada um encontre seu verdadeiro amor.


Boa sorte!!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

>O que você faria antes de morrer?

Imagem/webEncontrei um livro com o seguinte titulo: "Dez coisas Divertidas a Fazer Antes de Morrer", de autoria de Karol A. Jackowski. Achei interessante o titulo, você ter que enumerar dez coisas que acha mais importante para fazer antes de partir dessa para outra então resolvi tentar fazer, não que sejam divertidas. Tem coisas que pode nos dar prazer e não ser divertidas. Ou quem sabe, pode ser divertido pra mim, mas pra você, pode não ter graça nenhuma. Algumas coisas que acho importante. Nem por isso vou colocar em ordem de acordo com a importância; até por que, o que foi colocado em primeiro ou oitavo lugar ou qualquer outro não quer dizer que é menos ou mais importante. Confesso que não é uma tarefa fácil fazer isso, até porque bate aquela aflição. As vezes você pode ter muito mais de dez coisas; de minha parte vou começar. As dez coisas que eu faria, ou seja, quero fazer, não sei se vai dar tempo, antes de morrer é:

Primeira coisa: Essa eu tenho certeza. Quero ser feliz. Muito feliz mesmo. Ser feliz pra mim é estar ao lado de alguém que você ama. Curtir as coisas boas da vida; sabe essas pequenas coisas, sorrir no momento de sorrir e chorar sabendo que mesmo nessa hora tem alguém pra enxugar sua lagrima. Poder sair e curtir as belezas, principalmente as belezas naturais.

Segunda coisa: Antes de partir dessa vida quero poder reconciliar com todas as pessoas que por ventura eu tenha alguma desavença. Perdoar e pedir perdão com o coração aberto. Partir sem rancor ou mágoa. Com a consciência do dever cumprido. Saber que durante a estadia nessa terra minha passagem não tenha sido em vão.

Terceira coisa: Publicar o livro. Mas é tão difícil. Sim, um livro onde pudesse com as palavras ali escritas em forma de verso ou relato tocar o coração das pessoas. Ser lembrando por algo de bom que eu tenha feito. Por isso peço a Deus que me dêem força e sabedoria para fazer o bem e sempre respeitando sua vontade. (obs; os rascunhos estão prontos).

Quarta coisa: poder ter tempo de pedir perdão de todos os pecados cometidos. E foram tantos. Tenho consciência dos meus erros, minhas falhas. Ter uma conversa franca com o Criador. Aquele que tudo vê e sabe do que estou falando. Enquanto isso continuar sonhando.

Quinta coisa: não gostaria de saber do meu futuro de jeito nenhum. Prefiro que cada dia que acordo seja uma surpresa; agradável ou não. Pra mim o importante é saber que consegui chegar ao final de mais um dia. E que cada dia ao final do balanço diário tenha sido melhor que o dia anterior.

Sexta coisa: subir em uma montanha; ao invés de tentar repetir o Sermão da Montanha, me calar e contemplar o horizonte, olhar e admirar cada flor, principalmente aquelas que insistem e consegue sobreviver sobre pedras. Demonstrando com isso que é possível superar aos maiores desafios da natureza quando se tem as mãos de Deus com amparo.

Sétima coisa: ouvir na voz de alguma artista as letras de musicas que escrevi. Ou então comprar e aprender tocar órgão elétrico e poder cantar, mesmo não levando muito jeito, minhas próprias canções. Fazer sucesso cantando uma canção romântica escrita em algum momento da vida que somente eu saiba contar a historia.

Oitava coisa: pudesse reunir todos os amigos de infância e começar a relembrar as travessuras do nosso tempo de adolescentes. Seria mais divertido ainda se pudéssemos percorrer, pelo menos alguns dos locais por onde brincar algum dia de nossas vidas. Quando lembrássemos de algumas brigas que essas lembranças servissem para reforçar ainda mais a amizade do grupo.

Nona coisa: como raramente ir para um local bem distante e ficar sozinho, rodeado de montanhas e vales. Sem nenhum contato com a raça humana. Por onde andasse somente bichos e pássaros. Queria ter apenas os meios para registrar em fotos, vídeos e escrita os acontecimentos e comportamentos meu e dos bichos, claro. Queria levantar e dar bom dia para o primeiro que encontrasse não importando se de pena ou pêlo. Seria muito divertido se algum dia eu pudesse perder o medo do bicho cobra. Tenho horror!

Décima coisa: acordar uma manha e descobrir que inventaram a cura de doenças que até hoje mata milhares de pessoas e de repente saber que descobriram o tratamento; e que a taxa de cura é de 90%. Divertido e alegre seria eu poder reencontrar minha mãe na hora que eu quisesse mesmo sabendo que ela morreu. Rezar tudo que não rezou durante a vida inteira e ter certeza que na hora H não se esqueceu de nada pra trás. Isto é, partir com a consciência tranqüila e com o dever cumprido.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

>Descoberto um gênio no Paraná

O motivo da publicação desta noticia é servir de alerta. Tem muita gente por ai que no intuíto de economizar uns trocados acaba colocando em risco a vida de muitas pessoas. Na verdade não passa de pura irresponsabilidade mesmo. O relato a seguir recebi de uma amiga através de e-mail. Diz que:
NOTÍCIA DE JORNAL :

Dono de um carro movido a gas tentou dar uma de esperto, quis economizar, enchendo o botijão de casa em um posto BR.

Acidente ocorrido no Posto Cem de bandeira BR, localizado na BR-116 em Curitiba Paraná. Por achar caro demais o gás de cozinha, o cidadão resolveu fazer uma 'gambiarra' para encher o botijão de cozinha no posto que vende GNV, enquanto abastecia seu veículo.

O esperto colocou um botijão de Gás Liquefeito de Petróleo(GLP), escondido no carro, encoberto pelo carpete e ligou nele a tubulação que deveria estar conectada ao cilindro de gás Natural.

Com isso, o gás natural foi direcionado para o botijão de GLP(que aguenta uma pressão próxima de 15 atm, enquanto o cilindro próprio para GNV é projetado para receber o gás natural em altas pressões que varia de 180 atm a 220 atm).

Nisso ocorreu o rompimento súbito e violento do botijão com deslocamento de ar, porém sem fogo, mas que destruiu o veículo. Pedaços do veículo voaram mais de 80 m, que por espetacular sorte, não causou ferimentos a nenhuma das pessoas que estavam nas proximidades. ELE É UM GÊNIO!!! Para economizar R$ 30,00 ficou sem carro.


Vejam nas fotos em que estado ficou o carro. E o seguro não cobre !





sexta-feira, 13 de novembro de 2009

>O apagão nosso de cada dia!!

Usina de Furnas/ Arquivo pessoal
Faltou Luz...
O apagão elétrico ocorrido na noite de 10/11/09, foi um só, mas as teses apontadas para tentar explicar o caos foram muitas. A pane em Itaipu teria sido provocada por um vendaval no Paraná, por uma chuva forte em São Paulo, por hackers de plantão, por sabotadores da candidatura Dilma Rousseff ou até, quem sabe, pelo Bin Laden – que, dizem, está escondido em Foz do Iguaçu. Os números do breu também foram muitos. Primeiro, foi em três estados. Depois, em sete, oito, nove, e ontem pela manhã chegou a dez e, finalmente, à tarde, a conclusão era de que dezoito unidades da Federação, mais o distrito Federal e o "hermano" Paraguai, tinha sido atingidos pela pane.

...Sobraram dúvidas

Sejam lá quais forem os motivos e os números, o fato é que o novo apagão elétrico traz de volta o fantasma dos blecautes do inicio da década, ainda no governo FHC. à época, com os reservatórios vazios, Fernando Henrique foi enxovalhado por Lula e pelo PT pela crise energética. Agora que água não falta, o que a oposição dirá do governo Lula?


Ontem a ministra candidata Dilma Rousseff, apareceu para tentar explicar o apagão ficou mais perdida que cego em tiroteio enrolou mais ainda quando tentou colocar a culpa na natureza. O pior é se a natureza resolver vingar de uma culpa que ela às vezes não tenha sido a responsável.
A oposição está tentando colher dividendos políticos com o apagão e o governo também é culpado por que está politizando o episódio enquanto a questão devia ser tratada tecnicamente.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

>Selo - "Brincadeira Gostosa" - agradecimentos

Brincadeira gostosa - ( para relaxar )
(Minha Opinião) Dêem a sua se quiser. Confesso que não sou muito afeito a esse negócio de selinho daqui selinho dali; desses que você pra ter direito de exibir tem que cumprir uma verdadeira maratona. A maioria deles, é um tipo de corrente que não me agrada nem um pouco. Gosto, sim, de receber e oferecer selos, mas sem essa de exigência, é por merecimento mesmo. Mas este aí em cima, eu tenho que dar a mão a palmatória, gostei; por que é uma maneira saudável de cada um expor seu ponto de vista, dando seqüência a um texto que já vem pronto e você decide como responder; de preferência sendo verdadeiro (a) J. Araújo
Ganhei este lindo selo da amiga Regina Goulart, do blog ENTRELINHAS.
Obrigado, minha amiga, pelo carinho e lembrança.


1- Seguir as regras
2- Levar o selo acima para identificar quem está, esteve ou estará na brincadeira.
3- Completar as seguintes frases:

Eu já ... ( quis ser um pássaro para sair voando, percorrer os mais altos picos, sobrevoar as montanhas e vales. Já quis ser um pássaro para pegar as correntes de ar e sobrevoar sempre que batesse a saudade minha terra natal. Eu já quis...)

Eu nunca... ( deixarei de ser sonhador, mesmo correndo o risco de ser chamado louco. Os sonhos fazem parte da vida e o engraçado de tudo isso é que sempre sonho que estou voando)

Eu sei ... ( já disseram centenas de vezes que a vida é passageira, por isso, deve ser vivida intensamente, obedecendo a algumas regrinhas. Então prefiro ser o motorista dessa vida; guiando com tolerância obedecendo, respeitando, não somente meus amigos, mas todos de maneira geral. Somente respeitando podemos exigir respeito.

Eu quero ... ( fazer tudo que puder para que o mundo possa ser um pouco melhor. Eu sei, que sozinho é muito difícil. Mas se cada um der um pouco de si as coisas pode melhor. Mas precisamos pensar o seguinte: para melhor o mundo precisamos começar plantar a semente do bem em nosso "quintal".

Eu sonho ... ( quem sabe, um dia poder viver em um país com mais justiça social. ver um mundo sem guerras, onde cada ser humano pudesse abraçar uns aos outros sem preconceito de raça ou credo. Seria o início de uma nova era de esperança, compreensão. Que a paz pudesse reinar absoluta. Nos sonhos tudo é possível.

Depois indique 05 ou mais blogueiros para dar sequência à salutar brincadeira :


1- Sônia, do blog "Minhas Palavras"

2- Mari Amorim, do blog Brincando com a Rima

3- Silvana Nunes, do blog "Foi Desse Jeito que Ouvi Dizer"

4- Emília & Hermínia, do blog "COMEÇAR DE NOVO"

5- Livinha, do blog "Palavras e Poemas"

6- Lu Nogfer, do "Blog Lu"

domingo, 8 de novembro de 2009

>Blogagem Coletiva

Esta postagem faz parte da blogagem coletiva do Blog Vou de Coletivo, cujo tema de novembro é "Brinquedos: dos mais antigos aos mais recetes". Leia as outras postagens AQUI.

Pra começar nem brinquedo eu tive, nem por isso eu deixei de ser feliz na minha infância. Pra dizer que nunca tive um, estaria sendo mentiroso; ganhei um caminhão feito de madeira de um amigo da família que se encontrava preso. (Mas não vou entrar em detalhe sobre isso, até por que o assunto é outro...).

Os brinquedos na minha época era a maioria artesanal; as meninas usavam bonecas de pano e também brincava muito de fazer comidinhas no fogãozinho de brinquedo. Os garotos usavam bolas de meia, peteca, ah, como era gostoso jogar peteca. Lá na roça, nós mesmo fazíamos de palha de milho com penas de galinha. Bons tempos...

Meus avôs não sei como deviam ser. Até por que não os conheci. Tenho uma vaga lembrança de minhas avós materna e paterna. Minha avó materna conviveu conosco por alguns tempos. Mas nunca falamos de brinquedo, isso era coisa banal lá na roça.

Nunca preferi brinquedo algum, mas sim as brincadeiras coletivas. Lembra da brincadeira do esconde-esconde? Passa anel, pula corda, amarelinha, etc. Por que, na verdade essas brincadeiras estimulavam a amizade, o companheirismo e a integração entre as crianças e adolescentes.

Hoje os brinquedos estão todos robotizados. As crianças precisam apenas apertar botões. Tornaram-se as brincadeiras, a meu ver, sem graça. Os jogos eletrônicos, na maioria das vezes são violentos; estimulando a mente dos jovens para o mal. É o tal de mira e atira... Guerras, lutas, perseguições, e todo tipo de incentivo a violência.

Por tudo isso tenho saudade do meu tempo de infância que ficou bem longe no passado.

sábado, 7 de novembro de 2009

>Perguntas que não calam

Imagem/webOntem, por força da profissão fui até uma maternidade, na portaria, percebi que havia duas mães com seus recém nascidos embarcando rumo a suas casas. Naquele instante em minha mente vieram várias perguntas. O que aguarda aqueles bebês a partir de agora? Como serão suas vidas? Serão felizes? Vão estudar em escolas públicas ou privadas? Esta pergunta tem resposta.
Se as condições financeiras dos pais forem boas, com certeza irão para uma escola particular; estudar com bons professores e, na hora de ir para a universidade essa sim, com certeza será pública. É que os estudantes de escolas públicas que na maioria das vezes é de baixa renda tem menos chances de chegar à universidade pública; o que deveria ser ao contrário. (Fica a discussão para uma outra oportunidade).

Se resolver entrar na política serão honestos? Como sabemos a educação de uma criança depende, na maioria das vezes, da educação recebida no lar, e isso, inclui a honestidade. Via de regra sabemos que, se os familiares têm como princípio a prática do bem e da moral certamente seus filhos herdarão essas qualidade; filhos estes, que são a nossa esperança para no futuro podermos prestigiar adultos honestos que hoje são raros.

Falando em honestidade, há alguns dias, a mídia noticiou que um gari, em uma cidadezinha do interior, ao tentar sacar R$ 5, 00, em um caixa eletrônico a máquina despejou, literalmente, em suas mãos R$ 5.000. o mesmo tentou de todas as maneiras devolverem o dinheiro para o gerente que não sabia como proceder; pois, ninguém havia reclamado a falta daquela quantia, isso é honestidade... não sei o desfecho do caso.

Se optar por ser jogador de futebol, em que time vai jogar? Não importa também em qual. O certo é que vai querer chegar até a Seleção Brasileira de Futebol que é o sonho de todo jogador. Mas hoje o que vale mesmo é ser dissimulado. Não existe mais aquele amor pela carreira de jogador como prática esportiva, antes era diferente. Hoje o jogador está beijando o escudo de um time, na outra temporada pode estar declarando amor total ao seu rival; o que importa mesmo é a compensação financeira. São verdadeiros mercenários. Os políticos antigamente, também, não eram remunerados. Os serviços prestados era voluntários pelo puro prazer de servir ao povo.

Mas antes disso, vai ter que ralar muito para chegar ao time do Real Madri, que é o sonho de todo jogador do mundo. Será que serão empregados ou empregadores; bons ou maus? Vivendo nos grandes centros urbanos estarão mais sujeitos a violência. Como se vêem, vivemos cheios de duvidas. Como será o mundo daqui a duas décadas? Como podemos perceber a vida é uma incógnita. Nada sabemos de seu futuro; e é melhor que seja assim mesmo. Senão muitas vezes os sonhos seriam abortados antes que fossem sonhados

domingo, 1 de novembro de 2009

>Carta para o além

Imagem/webMãe, sobreviver aqui na terra está tão difícil. Depois que a senhora partiu naquela viagem a minha vida mudou tanto. A senhora nem imagina como mudou. Aconteceu tanta coisa comigo. A senhora não devia ter feito comigo o que fez. Podia no mínimo ter me levado.
Se eu tivesse viajado já estaria fazendo oito anos. Como não fui, estou aqui, tomei consciência que não vai voltar mesmo. Abandonou esse filho, e os outros também, se eu não dissesse isto seria egoismo meu, foi assim de repente. A senhora partiu muito rápido
Lembra? Quando eu tinha algum problema sempre procurava a senhora e contava. Agora estou com tantos e não tenho a senhora para contar. Sabia que tinha sempre uma palavra de conforto para me dar. Seus conselhos sempre sábios. Estou me sentindo sozinho mãe. Ah, como você me faz falta; todo esse tempo me fez refletir e descobri que a vida não vale muita coisa sabe!.
Do pouco que eu tinha, e você sabe que era quase nada, o bem mais valioso era você. Está vendo mãe, como mudei, eu nunca tinha trocado a palavra senhora por você, agora estou. Evolução dos tempos mãe. Não é falta de respeito não. Naquele tempo lá na roça eu escrevia em folha de caderno, agora uso computador. Lembra as cartas que te escrevia antes? Demorava tanto pra chegar né!
Se você estive entre nós hoje, mesmo a senhora lá longe, podíamos nos comunicar através dessa maquina. É que o tempo muda tão rápido que hoje não é mais falta de respeito chamar os mais velhos assim, mesmo sendo nossos pais. Claro que eu não teria coragem de dizer isso pessoalmente. Mas esta é uma carta.
Mãe conheci tanta gente durante sua ausência. Algumas a senhora iam gostar, outras nem tanto. Encontrei gente que me ajudou nas horas em que eu mais necessitava. Sabe aquela vez que estávamos sentados na beirada cama lá da nossa casa do sítio e a senhora me aconselhou a não casar com aquela moça; dizendo que as coisas não ia dar certo.
Como à senhora viu não deu certo mesmo. Então mãe, estou tanto precisando ouvir a senhora de novo. Mas caiu a ficha mãe! A senora não está mais aqui. Foi naquela viagem sem volta, não me deixou endereço, nada. Simplesmente foi. Tenho muita coisa pra te contar, mas vou parando por aqui.
Assim que eu puder volto a te dar notícias. Diga para o Pai Nosso, que venho tentando dar o melhor de mim como a senhora me ensinou e educou na sua simplicidade. Acho que nem precisa, ele sabe tudo. Estou aguardando minha passagem e a chamada para o embarque, para nosso reencontro na "Estação Pós vida". Mãe continuo te amando. Beijo do seu filho.

>A vida como devia...

Arquivo pessoalA vida, como a vida é complicada de se viver. Ela nos prega peças, deparamos com situações que acreditamos ser impossíveis de ser superadas. Ainda há as intransponíveis barreiras sentimentais que não estamos preparados para enfrentar. Na nossa jornada encontramos pessoas maravilhosas que nos surpreende com suas atitudes em relação a nós.
Também encontramos pessoas, que às vezes nos magoa e sai também magoadas. Amamos pessoas que cruza nossos caminhos. Fere-nos, pede perdão dizendo que tal erro jamais se repetirá e, perdoamos; de repente essa mesma pessoa comete os mesmos erros!! Você o que faria? Não "tenho uma opinião formada sobre tudo"; mas acho que quando amamos alguém de verdade, procuramos o maximo não ferir essa pessoa. Questão de sobrevivência pacífica.
Será que uma vida perfeita, a ponto de não termos com que nos preocuparmos com nada nos faria mais feliz. Haveria alguma graça ter uma vida assim. Acredito que não. Essas fases da vida é que é avaliada, sempre fazemos avaliações, nem sempre corretas. A instabilidade emocional é tão prejudicial a nossa saúde quando o vicio em alguma droga; com a vantagem de não sairmos por aí espalhando esse mal; até por que não é contagioso. Como podemos ver existe muitas duvidas, não somente em minha vida, mas acredito que na vida de muitas outras pessoas.
Queiramos ou não, os problemas existem para ser resolvidos; às vezes não sabemos como e precisamos da ajuda de alguém e nada melhor, em se tratando de problemas do coração do que a pessoa amada. Momentos felizes sempre vão existir. A verdade meus amigos é que essa vida feliz sonhada por todos e alcançada por poucos é que mantêm a esperança viva dentro de nós.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

>A onda da corrupção

Quem vê a onda do mar se quebrando na praia não pensa na força do seu refluxo, no vento que se encapela, nas correntes submarinas e, por fim, na força gravitacional da Lua que provoca as marés. É apenas uma onda e nada mais; quando pequena boa para as crianças e idosos; quando alta, faz a festa dos surfistas ou provoca uma tragédia marítima.
Troque a onda por corrupção, e o que se percebia? Apenas o barulho que a corrupção provocava quando noticiada nos jornais. Eram assim até que o dia em que o petismo ganhou nas urnas, de forma limpa e democrática, e segundo as regras do jogo, o direito de governar o país. Até então, corruptos e corrompidos tratavam de enriquecer seus bolsos com negociatas e sobrevivendo dos restos que sobravam dessa ou daquela verba pública, propositadamente ou por incompetência de gestores públicos, mal fiscalizados.
Quando o petismo chegou ao poder, as mesmas forças que provocavam a corrupção de então, negociatas e falta de fiscalização, ganharam ainda mais musculatura, agora por outras razoes morais e ideológicas. Razoes estas porque o PT sempre se achou o dono da ética e o único capaz de levar justiça social aos desvalidos – daí explicar que o caixa dois que financiou o mensalão era dinheiro não contabilizado, coisa que todos os partidos faziam segundo o seu maior líder e agora presidente, que, na ocasião, me fez lembrar de uma surrada pratica petista quando pego em contradição: nossos dirigentes são pobres, mas o partido preciso de uma sólida base financeira para melhor ajudar os pobres da nação a combater a elite dominante e malvada como ela só.
Assim a enorme onda de corrupção que varre o país, desde o inicio do governo Lula revela que uma nova força impulsiona e esta não tem nada a ver com os esforços investigativos federais, mas, sim, com a luta titânica entre corruptos da velha e nova ordem política. É essa, em suma, a grande mudança que o governo lulo-petista conseguiu realizar seguindo a cartilha de ocupar todos os postos estratégicos das instituições públicas para dificultar a vida de opositores e, é claro, dar emprego e o conforto de um bom salário a seus dirigentes petistas. E vai na onda quem quer.
Zeza Amaral

sábado, 24 de outubro de 2009

>Deu a louca nas fábulas infantis

Se as fábulas infantis de outrora fossem escritas hoje em dia, tudo seria diferente, o Lobo Mau estaria mal, muito mal, combalido na cama da vovozinha, que teria saído de casa para passar trotes em algum telefone público (se na cidade de Canoas isso acontece, porque não poderia ocorrer em fábulas?). O lobo teria sido vítima dos três porquinhos, que lhe contaminaram com a gripe suína. Nesta história ao invés dele ter soprado neles, foram eles que assoaram o nariz perto dele.
Os porquinhos por sinal, não seriam apenas três, mas sim, milhares, que atirariam lixo pelas janelas dos carros, ou em terrenos baldios, ou ainda despejando detritos industriais em rios, sem preocupação nenhuma com reciclagem ou meio ambiente, e teriam a alcunha de sociedade. Se não bastasse a gripe, o lobo ainda seria acusado de atentado violento ao pudor e canibalismo contra uma tal Chapeuzinho Vermelho, uma das lideres do comando vermelho, e conhecida no bosque encantado como a maior traficante de "docinhos" alucinógenos da região.

No caso de João e o pé de feijão, seria João que passaria o conto do vigário nas negociações, trocando vacas loucas por sacas de feijão, que ficariam armazenados em gigantescos silos subsidiados pelo governo, que ainda pagaria a João para guardá-los, mantendo assim o preço de mercado. João também aprontaria das dele com sua irmã Maria, existindo inclusive boatos de que juntos eles teriam saqueado uma pobre velhinha, vandalizando sua casa e ainda chamando a coitada de bruxa. Tudo isso em decorrência do vício de ambos por "docinhos", onde faziam de tudo para consegui-los. Seriam considerados como dois exemplos de jovens perdidos no bosque encantado. A Cinderela da atualidade passaria o rodo na casa da madrasta, deixando-a sem nada, e fugiria com um tal de príncipe, marginal conhecido, que não engolia sapos de ninguém. Já a Branca de neve ganharia este apelido em decorrência do pó que forneceria aos seus convidados em suas festinhas privativas para políticos entre outras personalidades influentes, utilizando anões nas suas operações, que em áureos tempos também já foram conhecidos como anões do orçamento, em terras brasilis.
Nos dias de hoje Pinóquio não seria literalmente um cara de pau, mas ainda assim seria um baita mentiroso, provavelmente entraria na política, mas ao invés de crescer o nariz, o que cresceria absurdamente seria sua conta bancária.


Estamos vivendo em um mundo onde os contos de fadas foram trocados pelos games, os príncipes e princesas por uma tentadora carreira (entenda-se isso em todos os sentidos) e a infância cada vez mais vem deixando de acontecer em meio a uma antiga bolha de fantasias, onde era a cegonha que trazia os ovos de páscoa e Papai Noel era pregado na cruz. As novas fontes de utopia são uma mescla entre o real e o digital. Um mundo em que pequenos e inquietos "pré-adultos" se formam antes mesmo de serem adolescentes.
Enfim, um mundo onde muitos adultos sentem-se tão obsoletos quanto seus saudosos contos de fadas de antigamente, sem conseguirem assimilar o que estas mudanças causarão as futuras gerações, que já há um bom tempo vem atropelando estas recordações com uma carruagem envenenada de abóboras transgênicas.
(Autor: Antonio Brás Constante)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

>Quero ver quem paga...

Imagens/webVocê, viciado em drogas, "vitima da sociedade", como se sente diante das atrocidades cometidas pelos seus fornecedores, sábado, no Rio de Janeiro? Sábado e todos os dias. Você, inocente útil, que embarca nessa armadilha de interesseiros em legalizar as drogas, defender a legalização das drogas, a legalização da morte ou a legalização do enriquecimento desses.

Se o receptador de produtos roubados é criminoso, você não acha que o comprador de drogas ditas ilícitas também é? Se o político corrupto é bandido, quem se deixa corromper também não é? Você acha justo o povo trabalhar para sustentar as doenças provocadas pelo seu "prazer"? Ou para sustentar na prisão os poucos traficantes que estão lá, depois de matar milhares de "vitimas da sociedade".

Como você se sente na fila da morte, sentença decretada por aquele que lhe vende a desgraça em doses diárias de "prazer"? Ou você é daqueles que diz que faz o que quer com seu corpo e ninguém tem nada com isso? E os que são vitimas da violência que você provoca, matando e roubando até seus parentes, para sustentá-lo nessa fila macabra e enriquecer aquele que vive de matar?

Veja, aqui, o tamanho do mercado que você ajuda a financiar enquanto financia, também, o crime organizado. E não ganha nada com isso: você e todos os que vivem à sua volta, com a desgraça que você espalha, só perdem. A ONU deve calcular por baixo, mas o preço médio do grama de maconha no varejo é de R$ 0,72; o de cocaína, R$28,80 e crack; R$ 14,40. A margem sobre o atacado é de 100% para a maconha, 300% para a cocaína e 200% para o crack. O faturamento bruto de todas as bocas-de-fumo de uma cidade de um milhão de habitantes é de R$ 64 milhões, por ano.

Mas os pesquisadores ressalvam que a tendência à subdeclaraçao de consumo de drogas é metade do real, o total da venda de drogas é de no mínimo R$ 120 milhões, numa cidade de um milhão de habitantes. Você ficou com quanto? Agora veja o que a repórter Fernanda Nogueira escreveu domingo, sobre uma "vitima da sociedade": Marcelo tinha 13 anos e morava com a mãe, o padrasto e três irmãos, em Campinas-SP, quando resolveu que não queria mais depender de ninguém’.

A família tinha casa, carro e até uma chácara. Os ganhos da família permitiam que Marcelo só estudasse. "Mas ele, coitadinho, queria ter carro, roupas de grife..." Virou traficante e está preso numa Fundação Casa. Como a lei é mole, essa vida dura acabará logo. Quem faz a lei? Ele não queria depender de ninguém, só do dinheiro dos viciados, para levar a vida que está roubando de você.

Colaboração: Moacir Castro

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

>Como nasceu este blog? Deixa que eu conto!

Você deve estar perguntando: O que significa uma cegonha se o assunto é o blog? O óbvio.
Sei que pode ser cansativo para o leitor, mas lembrei que essa humilde página está fazendo dois anos de vida e claro, achei que precisava contar sua história de nascimento.

E sabe como ele (blog) nasceu? Eu tinha, ou melhor anda tenho, no portal Uol, o Blog do Jota que me dava uma dor de cabeça danada. Quando tentava escrever um texto, tinha à minha disposição 12.500 caracteres, o que na verdade, você que está lendo, a de convir comigo, é uma miséria isso livre de qualquer imagem. Várias vezes publiquei post em partes ou capítulos, como queira. Aquilo irritava.

No trabalho, eu tenho uma chefa, sim, uma mulher, muito competente e brincalhona, ninguém consegue dizer não. Ela tinha uma frase na ponta da língua: "que dureza...". De tanto ouvir isso, quando ia postar alguma coisa no dito cujo, vinha em minha mente a danada da frase. Comecei a reclamar com o provedor. Em três dias entraram em contato comigo e começaram a liberar dezenove mil e quinhentos caracteres.

Ainda achava, e acho, pouco, na cabeça martelava a frase: que dureza...um dia, recebi um e-mail de um amigo virtual, que também tinha um blog no mesmo provedor dizendo que estava migrando para o blogger e me convidou para escrevermos a quatro mãos. Acabei não aceitando até por desconhecimento. Quando o visitei-o no novo endereço acabei descobrindo que poderia ter o meu também, sem muita burocracia, alem de tudo de graça. Não pensei duas vezes e lá fui eu. Você deve estar perguntando:
Lembrei-me das palavras da chefa; e assim nascia ki dureza. Hoje com nome fantasia de Notas & Notícias, mas já teve outro nome; "Boca no Trombone". Aí aconteceu, nas férias de 2008, viajei pra minha terra natal, ao retornar nascia mais um: O Serra de Minas, é um blog que se propõe a mostrar as belezas naturais do estado suas crenças e curiosidades, isso não quer dizer que coisas de outros estados ou mesmo países não seja mostrado lá.

Esta é a história desta página. Quero agradecer cada leitor que por ventura passar por aqui e tiver a paciência de ler, dizer: é uma grande honra sua visita, se puder, deixe seu comentário. Muito obrigado!!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

>SUS

Imagens/J. AraújoNeste ano o Sistema Único de Saúde (SUS) completa 20 anos de existência no Brasil. Um marco histórico na sociedade brasileira na conquista de um sistema universal e gratuito de atendimento a saúde, que integra as três esferas de governo e institui processos e espaços de controle social. Pensar o SUS em suas conquistas e desafios é uma iniciativa estratégica para continuarmos a contribuir na garantia da saúde como direito social e como política pública, neste contexto e cenário histórico. A ideia de um serviço público e único de saúde é formidável, mas embora virtualmente presente em todos os municípios do país, a maior parte da população fica na exceção de um bom atendimento medico e o SUS não consegue atender com eficiência essa população de exceção. O sistema passa por várias dificuldades e com o passar do tempo está sucateado. A demanda é além da capacidade de atendimento e, muitas vezes, os gestores públicos gerenciam mal os recursos disponibilizados.
Ciente disso, em 19/09/09, para marcar a data, vários seguimentos da saúde em Campinas-SP, disponibilizou diversas informações para população através de cartazes em defesa de um serviço de qualidade. O evento ocorreu na praça atrás da Catedral metropolitana. Houve coleta de assinatura para encaminhar para o Governo Federal. Somente assim, com o engajamento de toda a sociedade podemos pedir mudanças.

sábado, 10 de outubro de 2009

>Por dentro do cofre do MST

VEJA teve acesso às movimentações bancárias de quatro entidades ligadas aos sem-terra. Elas revelam como o governo e organizações internacionais acabam financiando atividades criminosas do movimento
Veja também:
Quadro: Cofre aberto
Mais: José Rainha, o rei dos pelegos

Assertivos do ponto de vista ideológico, os líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra são evasivos quan-do perguntados de onde vêm os recursos que sustentam as invasões de fazendas e manifestações que o MST promove em todo o Brasil. Em geral, respondem que o dinheiro é proveniente de doações de simpatizantes, da colaboração voluntária dos camponeses e da ajuda de organismos humanitários. Mentira. O cofre da organização começa a ser aberto e, dentro dele, já foram encontradas as primeiras provas concretas daquilo de que sempre se desconfiou e que sempre foi negado: o MST é movido por dinheiro, muito dinheiro, captado basicamente nos cofres públicos e junto a entidades internacionais. Em outras palavras, ao ocupar um ministério, invadir uma fazenda, patrocinar um confronto com a polícia, o MST o faz com dinheiro de impostos pagos pelos brasileiros e com o auxílio de estrangeiros que não deveriam imiscuir-se em assuntos do país.

VEJA teve acesso às informações bancárias de quatro organizações não governamentais (ONGs) apontadas como as principais caixas-fortes do MST. A análise dos dados financeiros da Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), da Confederação das Coo-perativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab), do Centro de Formação e Pesquisas Contestado (Cepatec) e do Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo (Itac) revela que o MST montou, controla e tem a seu dispor uma gigantesca e intrincada rede de abastecimento e distribuição de recursos, públicos e privados, que transitam por dezenas de ONGs espalhadas pelo Brasil:
As quatro entidades-cofre receberam 20 milhões de reais em doações do exterior entre 2003 e 2007. A contabilização desses recursos não foi devidamente informada à Receita Federal.
As quatro entidades-cofre repassaram uma parte considerável do dinheiro a empresas de transporte, gráficas e editoras vinculadas a partidos políticos e ao MST. Há coincidências entre as datas de transferência do dinheiro ao Brasil e as campanhas eleitorais de 2004 e 2006.
As quatro entidades-cofre receberam 43 milhões de reais em convênios com o governo federal de 2003 a 2007. Existe uma grande concentração de gastos às vésperas de manifestações estridentes do MST.
As quatro entidades-cofre promovem uma recorrente interação financeira com associações e cooperativas de trabalhadores cujos dirigentes são ligados ao MST.
As quatro entidades-cofre registram movimentações ban-cárias estranhas, com vul-tosos saques na boca do caixa, indício de tentativa de ocultar desvios de dinheiro.
Entre 2003 e 2008, segundo levantamentos oficiais, cerca de trinta entidades de trabalhadores rurais receberam do governo federal o equivalente a 145 milhões de reais. O dinheiro é repassado em forma de convênios, normalmente para cursos de treinamento. O Tribunal de Contas da União já identificou irregularidades em vários desses cursos. São desvios como cadastros de pessoas que não participaram de aula alguma e despesas que não existiram justificadas com notas frias. A Anca, por exemplo, teve os bens bloqueados pela Justiça após a constatação de que uma parte dos recursos de um convênio milionário assinado com o Ministério da Educação, para alfabetizar jovens, foi parar nos cofres do MST. Teoricamente, a Anca, a Concrab, o Cepatec e o Itac são organizações independentes, sem nenhum vínculo oficial entre si ou com o MST. Mas só teoricamente. A quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico das entidades-cofre mostra que elas fazem parte de um mesmo corpo, são uma coisa só, bem organizada e estruturada para dificultar o rastreamento do dinheiro que recebem e administram sem controle legal algum.
Imagem: Ricardo Stuckert/PR
TORNEIRA ABERTA: Milhões de reais do governo Lula serenaram durante seis anos a fúria do MST

Eis um exemplo da teia que precisa ser vencida para tentar entender como os recursos deixam o cofre da entidade e viajam por caminhos indiretos ao MST. Uma das beneficiárias de repasses da Anca é a gráfica Expressão Popular. Seus sócios são todos ligados ao MST, como Suzana Angélica Paim Figueiredo, advogada do escritório do ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, que atua em causas de interesse do MST. Suzana faz parte da banca que defende o terrorista italiano Cesare Battisti, preso no Brasil. A advogada ainda é presidente de uma segunda editora, a Brasil de Fato, que também recebe recursos da Anca, também presta serviços ao MST e tem como conselheiro ninguém menos que João Pedro Stedile, líder-mor do MST, um dos principais defensores da não extradição de Battisti. Anca, Brasil de Fato e MST, embora sem vínculos aparentes, funcionavam no mesmo conjunto de salas em São Paulo. Procurada, a advogada Suzana não quis esclarecer que tipo de serviço as gráficas prestaram à Anca. Indagadas, o máximo que as três entidades admitem é que existe uma parceria entre elas. Essa parceria, ao que tudo indica, serve inclusive para ocultar as atividades do departamento financeiro do movimento sem-terra.

Além de funcionarem nos mesmos endereços, como é o caso da Itac e da Concrab, e de dividirem os mesmos assessores e telefones, como a Anca e a gráfica, as entidades curiosamente recorrem aos mesmos contadores e advogados – eles também, ressalte-se, integrantes de cooperativas ligadas ao MST. A análise dos dados sigilosos revela que Ilton Vieira Flores, o contador da Anca, o cofre principal do MST, é um dos responsáveis pelo Cepatec, outra fonte de arrecadação de dinheiro do movimento. O contador também é diretor da Cooperbio – um excelente exemplo, aliás, de como as ONGs ligadas ao MST se entranharam no governo. A cooperativa, que tem como função intermediar recursos para associações de trabalhadores rurais que se dedicam à fabricação de matéria-prima para a produção de biocombustíveis, assinou convênios milionários com a Petrobras. O presidente da Cooperbio, Romário Rossetto, é primo do presidente da Petrobras Biocombustível, o petista Miguel Rossetto, ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, uma das principais fontes de recursos da Anca, do Cepatec, da Concrab e do Itac.
Fotos: Valter Campanato/ABR e Antônio Cruz/ABR

TORNEIRA FECHADAO: ministro Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário (no alto, à esq.), cortou verbas para convênios. Resultado: o MST, comandado por Marina dos Santos, ameaça retaliar

Há muito que desvendar a respeito do verdadeiro uso pelo MST do dinheiro público e das verbas provenientes do exterior. A Anca, por exemplo, é investigada desde 2005 por suas ligações com o movimento. A quebra do sigilo mostra que funcionários da entidade realizaram saques milionários em dinheiro em datas que coincidem com manifestações promovidas pelo MST e também com períodos eleitorais. Outra coincidência: tabulando os gastos das entidades, resta evidente que parte expressiva dos recursos é destinada a pessoas físicas ou jurídicas vinculadas ao MST. Há também transferências bancárias suspeitíssimas. Em agosto de 2007, 153 000 reais do Cepatec foram parar na conta de Márcia Carvalho Sales, uma vendedora de cosméticos residente na periferia de Brasília. "Não sei do que se trata, não sei o que é Cepatec e não movimento a conta no banco há mais de três anos", diz a comerciária. O Cepatec também não quis se pronunciar.

Para fugir a responsabilidades legais, o MST, embora seja onipresente, não existe juridicamente. Não tem cadastro na Receita Federal, e, portanto, não pode receber verbas oficiais. "Por isso, eles usam essas entidades como fachada", diz o senador Alvaro Dias, do PSDB do Paraná, que presidiu a CPI da Terra há quatro anos e, apesar de quebrar o sigilo das ONGs suspeitas, nunca conseguiu ter acesso aos dados bancários. Aliados históricos do PT, os sem-terra encontraram no governo Lula uma fonte inesgotável de recursos para subsidiar suas atividades. Uma parcela grande dos convênios com as entidades ligadas ao MST destina-se, no papel, à qualificação de mão de obra. Mas é quase impossível averiguar se esse é mesmo o fim da dinheirama. "Hoje o MST só sobrevive para parasitar o estado e conseguir meios para se sustentar", diz o historiador Marco Antonio Villa.

O MST sempre utilizou o enfrentamento como peça de marketing do movimento. No governo passado, os sem-terra chegaram a organizar uma marcha que reuniu 100 000 pessoas em um protesto em Brasília, além de invadirem a fazenda do presidente da República com direito a transmissão televisiva. No governo Lula, a relação começou tensa, mas foi se acalmando à medida que aumentavam os repasses de dinheiro e pessoas ligadas ao movimento eram nomeadas para chefiar os escritórios regionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O MST passou, então, a concentrar os ataques à iniciativa privada, especialmente ao agronegócio. Os escritórios do Incra se tornaram suporte para ações contra produtores rurais, muitos deles personagens influentes na base aliada do governo. Além disso, os assentamentos contribuíram para aumentar a taxa de desmatamento e as ONGs ligadas à reforma agrária se tornaram um ralo pelo qual o dinheiro público é desviado. Esse estado de coisas levou à instalação de uma CPI no Senado e, ato contínuo, a um recuo do Planalto nos afagos aos sem-terra. A pretexto da crise econômica mundial, o governo cortou mais de 40% da verba prevista para os programas de reforma agrária. Cedendo à pressão de ruralistas, tirou das mãos do MST o comando de escritórios estratégicos do Incra, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pernambuco, e colocou no lugar pessoas indicadas por ruralistas. Por fim, o golpe mais dolorido: fechou a milionária torneira dos convênios.

As ONGs ligadas ao MST chegaram a receber quase 40 milhões de reais em um único ano. No início do governo Lula, em 2003, esses repasses não alcançavam 15 milhões de reais. No ano seguinte, cresceram substancialmente, ultrapassando os 23 milhões de reais. Em 2005, o valor aumentou novamente, atingindo 38 milhões de reais. No segundo mandato, as denúncias de irregularidades envolvendo entidades ligadas aos sem-terra ganharam força. E o dinheiro federal para elas foi minguando. Em 2007, ano de abertura da CPI, os repasses às ONGs ficaram em 28 milhões de reais. No ano passado, as entidades receberam 13 milhões. E, nos oito primeiros meses deste ano, os cofres das ONGs do MST acolheram menos de 7 milhões de reais em convênios com o governo federal. Como reação, a trégua com o governo também minguou. No início de agosto, 3 000 militantes invadiram a sede do Ministério da Fazenda. A ação em Brasília foi comandada pela nova coordenadora nacional do MST, Marina dos Santos, vinculada a setores mais radicais do movimento. No protesto, o MST exigiu o assentamento imediato de famílias que estão acampadas. Nos bastidores, negocia a retomada dos repasses para as ONGs e a recuperação do comando das unidades do Incra. Em conversas reservadas, existem até ameaças de criar problemas para a candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff. O governo Lula agora experimenta o gosto da chantagem de uma organização bandida que cresceu sob seus auspícios.

Com reportagem de Otávio Cabral